106 conselheiros do Vasco declaram apoio à venda da SAF

Grupo de conselheiros do Vasco da Gama escreve carta de apoio ao presidente Pedrinho e venda da SAF a Marcos Lamacchia.

Marcos Lamacchia e Pedrinho
Marcos Lamacchia e Pedrinho (Foto: Reprodução/Linkedin e Leandro Amorim/Vasco)

Com Pedrinho afastado do cargo de presidente, o Vasco passa por um momento de turbulência nos últimos dias. Apesar do entrave na negociação, devido o imbróglio judicial, a gestão ainda mantém esperança na venda da SAF.

Assim, nesta terça-feira (7), 106 conselheiros escreveram uma carta para demonstrar apoio à venda da SAF. Além disso, defenderam a continuidade do trabalho do presidente Pedrinho, que aguarda a decisão judicial.

Veja carta na íntegra

Nós, Conselheiros do Club de Regatas Vasco da Gama, abaixo assinados, dirigimo-nos à comunidade vascaína para manifestar nosso posicionamento diante do atual momento institucional vivido pelo Club.

O Vasco atravessa um dos períodos mais decisivos de sua história centenária. Depois de anos de grave deterioração financeira, perda de competitividade esportiva e sucessivas crises administrativas, apresenta-se, neste momento, uma oportunidade concreta de reconstrução institucional por meio da negociação para a venda da Vasco da Gama SAF ao grupo liderado pelo empresário Marcos Faria Lamacchia.

Diante desse cenário, manifestamos nosso apoio ao Presidente Pedrinho, reconhecendo sua legitimidade, dedicação e compromisso com a defesa dos interesses do Club de Regatas Vasco da Gama na condução desse complexo processo de negociação.

Entendemos que a entrada de um investidor sólido, com capacidade financeira comprovada, visão de longo prazo e compromisso com a recuperação do Club representa, hoje, o caminho mais seguro para devolver ao Vasco a estabilidade econômica e o protagonismo esportivo compatíveis com sua grandeza.

As informações tornadas públicas indicam que a proposta em discussão possui potencial para enfrentar, de forma definitiva, o grave passivo financeiro do Club, garantir o cumprimento do Plano de Recuperação Judicial, proporcionar novos investimentos em infraestrutura e criar condições para um projeto esportivo sustentável e competitivo.

Ao mesmo tempo, reafirmamos que uma negociação dessa magnitude deve observar rigorosamente os princípios da legalidade, da transparência, da governança corporativa e da proteção ao patrimônio do Club de Regatas Vasco da Gama.

A assinatura do Memorando de Entendimento constitui apenas uma etapa desse processo. A negociação ainda será submetida às análises jurídicas, financeiras e institucionais necessárias, culminando na deliberação soberana dos associados em Assembleia Geral Extraordinária. Portanto, não há qualquer justificativa para que divergências políticas internas impeçam ou retardem o avanço das negociações antes mesmo que todos os instrumentos sejam devidamente apresentados e debatidos.

Da mesma forma, eventuais denúncias ou questionamentos devem ser apurados com absoluto rigor pelos órgãos competentes, assegurando-se o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.

O momento exige responsabilidade institucional. O Vasco não pode permanecer refém de disputas políticas, interesses particulares ou conflitos internos que coloquem em risco uma oportunidade histórica de reerguimento.

Conclamamos todos os Conselheiros, dirigentes, beneméritos, associados e demais agentes políticos do Club a colocarem o Vasco acima de qualquer projeto pessoal ou divergência circunstancial, permitindo que o processo transcorra com serenidade, transparência, respeito às normas estatutárias e absoluto compromisso com o melhor interesse da instituição.Temos plena confiança de que, caso seja constatada qualquer irregularidade, ela será devidamente apurada e seus responsáveis responderão na forma da lei e do Estatuto. Da mesma maneira, esperamos que, inexistindo qualquer impedimento legal, as negociações possam seguir seu curso natural, sem interferências motivadas por disputas políticas.

O Club de Regatas Vasco da Gama pertence à sua história, aos seus milhões de torcedores e às futuras gerações de vascaínos. É nossa responsabilidade preservar esse patrimônio e criar as condições necessárias para que o Club volte a ocupar o lugar que sua tradição exige.

Por essas razões, manifestamos nosso apoio ao Presidente Pedrinho e à continuidade das negociações para a venda da Vasco SAF ao grupo liderado por Marcos Faria Lamacchia, certos de que o futuro do Vasco deve ser construído com responsabilidade, transparência, diálogo e, acima de tudo, compromisso inegociável com os interesses do Club de Regatas Vasco da Gama.

Que prevaleça o interesse do Vasco. Sempre. Pelo Club de Regatas Vasco da Gama.”

Com a renúncia de Samantha Longo, o jurídico do Vasco corre contra o tempo para que Pedrinho retorne à gestão do futebol. Enquanto isso, o Clube segue sem um técnico e com dificuldades na busca por reforços.

1 comentário
  • Responder

    O canalha Jorge salgado deve tá por trás de tudo isso.
    Essa política maldita nunca foi benefica pra o vasco.

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