Mauro Cezar vê Fluminense mais preparado que o Vasco no Brasileiro

Mauro Cézar Pereira exaltou o trabalho do técnico Ramon Menezes a frente do Vasco da Gama e disse não haver qualquer inovação tática.

Altair Alves
Por Altair Alves
-  31 de agosto de 2020 às 23:03-  Atualizada em 1 de setembro de 2020 às 02:24
Mauro Cezar
Mauro Cezar (Foto: Reprodução ESPN)
data-full-width-responsive="true"

Em análise feita da partida do último sábado (29) entre Vasco da Gama e Fluminense, o jornalista Mauro Cezar Pereira avaliou as condições das duas equipes para o restante da temporada. Segundo o comentarista, o tricolor carioca, comandado por Odair Hellmann, tem um time mais bem montado em relação ao Cruzmaltino de Ramon Menezes.

A declaração foi feita durante o podcast Posse de Bola. No fim de semana os times se enfrentaram pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, e o Gigante acabou derrotado por 2×1, o que acabou lhe custando a segunda colocação na tabela de classificação.

Mauro também elogiou o treinador vascaíno, mas ressaltou que o “Ramonismo” não traz qualquer novidade tática para o futebol praticado no Brasil.

– O Ramon conseguiu fazer o Vasco ser minimamente competitivo, que não era com o Abel Braga, mas o “Ramonsmo” não é uma revolução no futebol, não é uma novidade, é uma estratégia utilizada por muitas equipes, time que joga marcando no seu campo, usa alguns jogadores rápidos para chegar no ataque, o Luxemburgo fazia isso no Vasco ano passado e era tratado como se fosse a invenção da roda, nada demais, é um jogo reativo, como se diz, nada além disso.

O jornalista ainda falou do alto índice de aproveitamento do Gigante da Colina, mesmo o time finalizando pouco ao gol adversário.

– O Vasco vinha com um índice de aproveitamento absurdo. O time tinha 32 finalizações até este jogo de sábado, um dos que menos finaliza no campeonato, em média, e metade delas iam na direção do gol, isso é um ponto totalmente fora da curva. Você pode pesquisar qualquer estatística de arremate no mundo, nenhum time chuta metade das vezes na direção do gol, especialmente se ele chuta muito contra o gol adversário, se ele chuta pouco, ele pode até ter um índice alto, mas 50% é muita coisa. Por exemplo, Vaco e Ceará, quando tava 3×0, o Vasco tinha chutado três bolas na direção do gol, contra o São Paulo a mesma coisa. O Vasco tava acertando tudo, isso obviamente não dura a vida inteira. E sábado, o Vasco tomou um gol com dois minutos, Fluminense abre o placar, aí a coisa se modifica. O Fluminense é um time hoje mais preparado.

Leia Mais Sobre