A venda de Marrony e a cruel inversão da lógica no Vasco

Marrony ser vendido ao Atlético-MG é o inverso do que o vascaíno gostaria de ver, que seria talentos querendo jogar no Vasco.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  8 de junho de 2020 às 12:03-  Atualizada em 30 de agosto de 2020 às 17:19
Atacante Marrony, ex-Vasco
Atacante Marrony, ex-Vasco
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A intenção não é discutir se Marrony é uma eterna promessa, se pode ser mais uma supervalorização na base, como foram os casos de Paulo Vitor, Evander, Yago, Romário, Hugo Borges, Caio Monteiro, e tantos outros. O foco aqui é abordar a quase certa venda de garoto ao Atlético-MG, clube de bairro, diga-se de passagem, se compararmos ao tamanho do Vasco.

Uma detalhe é evidente: a falta de jogadores de alto nível apressa a aposta nos garotos da base e muitos são prejudicados diante da responsabilidade e da cobrança por resultados em curto prazo.

Estamos nesse nível de inversão. O ideal seria revelações do Atlético-MG quererem jogar no Gigante Vasco da Gama. O real é revelação do Vasco abrir mão de parte de salários não pagos para jogar no Galo, e assim possibilitar que seus colegas recebam os vencimentos atrasados.

Onde fica a vontade de ser campeão com a Cruz de Malta? Onde ficam o carinho e a indentificação com o Clube, criados na base e no Colégio Vasco da Gama?

Resta ao torcedor se contentar com lives com ex-jogadores e declarações de amor nas redes sociais, porque voltar a vestir a camisa vascaína depende de tudo que falta ao Clube: projeto, dinheiro e credibilidade.

Isso entristece!

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