Vasco sofre atropelo relâmpago em ‘despedida’ de Paiva e já pensa em 2025

Vasco da Gama ainda sonha com vaga na Libertadores, mas tem esbarrado na limitação do elenco na reta final do Brasileiro.

Galdames em jogo contra o Corinthians
Galdames em jogo contra o Corinthians (Foto: Marcello Zambrana/AGI)

O Vasco que perdeu por 3 a 1 para o Corinthians neste domingo, em jogo válido pela 35ª rodada do Brasileirão, repetiu a postura apática e completamente inofensiva que já havia apresentado nas derrotas em sequência para Botafogo, Fortaleza e Internacional. A partida na Neo Química Arena marcou o ato final de Rafael Paiva no comando da equipe – e serviu como um enorme alerta para Felipe, que será seu sucessor.

Dos quatro jogos, o único em que o Vasco esboçou alguma reação e teve chances de sair ao menos com um empate foi contra o Inter, em São Januário. De resto, o cenário foi o mesmo: a equipe foi dominada, não apresentou uma unidade de perigo sequer e entregou os pontos muito antes do árbitro soar o apito final.

Contra o Corinthians, o Vasco jogou a toalha com 23 minutos: foi o tempo que os donos da casa precisaram para abrir 3 a 0. A reação dos jogadores vascaínos depois do segundo gol foi o retrato da partida. Todos eles cabisbaixos, assumindo suas respectivas posições enquanto aguardavam os adversários terminarem de comemorar. Veja abaixo:

Foi uma sequência muito dura, que a verdade seja dita. O Vasco enfrentou fora de casa duas equipes que brigam pelo título, a melhor equipe do segundo turno (que não perde há 16 rodadas) e um Corinthians embalado por cinco vitórias consecutivas na temporada. Mas a postura inócua e a maneira com a qual o time aceitou as derrotas em campo são os motivos de preocupação e escancaram o tamanho do desafio de Felipe.

O ex-jogador, que ocupa o cargo de diretor-técnico da SAF desde que Pedrinho assumiu, terá a responsabilidade de retomar o mantra “não negociamos a forma de jogar” defendido por essa gestão. O Vasco enfrenta Atlético-GO (em casa), Atlético-MG (casa) e Cuiabá (fora) e ainda sonha com uma vaga na Libertadores, por mais remota que a possibilidade pareça neste momento.

23 minutos de agonia

Durante os primeiros 23 minutos da partida realizada na Neo Química Arena, só o Corinthians jogou. Foi um massacre, sem exagero algum.

Antes de abrir o placar aos 11 minutos, com gol de cabeça de Gustavo Henrique, o Timão já havia levado perigo real ao gol de Léo Jardim em duas finalizações de Romero e em uma cabeçada de Garro. O Vasco encontrava-se acuado, sem conseguir escapar da pressão.

Os gols de Garro aos 15 e aos 23 jogaram luz sobre a comovente frouxidão do Vasco na marcação. Com a contribuição de Léo, Puma Rodríguez, Galdames e companhia, o melhor jogador do Corinthians no campeonato teve todo o espaço do mundo para dominar na frente da área e fuzilar a meta de Léo Jardim em lances parecidos.

Àquela altura, a chance de uma goleada histórica era real. O maior placar do Corinthians na história do confronto contra o Vasco foi um 5 a 0 pela Copa do Brasil de 1995, mas poderia perfeitamente ter sido a vitória deste domingo se Paiva não tivesse se mexido para ajeitar a casa e, principalmente, se o Timão não diminuísse o ritmo depois de abrir 3 a 0.

De resto, um grande nada

Aos 30 minutos do primeiro tempo, Rafael Paiva promoveu as entradas de Maicon e Emerson Rodríguez nos lugares de Leandrinho e Paulo Henrique. E conseguiu estancar o sangramento. A entrada do zagueiro mostrou-se acertada – dessa forma, o técnico povoou a região que estava sendo dominada pelo Corinthians e reduziu os espaços do adversário.

No intervalo, Coutinho e Jair também entraram, e o time finalmente conseguiu equilibrar as ações. A dupla teve boa atuação, até onde se pode dizer isso. Por sua vez, Payet mais uma vez decepcionou em matéria de chamar a responsabilidade e criar jogadas objetivas.

Sem Vegetti, que saiu no intervalo sem conseguir finalizar uma vez sequer, o Vasco passou a jogar numa espécie de 3-5-2, com Emerson Rodríguez e Coutinho mais adiantados e uma trinca de zagueiros (Maicon, Léo e João Victor). Puma Rodríguez, um dos que esteve menos mal na Neo Química Arena, foi quem deu o primeiro chute do Vasco na direção do gol (aos 40 do primeiro tempo) e conseguiu marcar um bonito gol aos 32 da segunda etapa, finalizando de canhota.

Fonte: Globo Esporte

Mais sobre:Rafael Paiva
Comente

Veja também
Confira quais canais transmitem o jogo entre Corinthians e Vasco

Confira quais canais transmitem o jogo entre Corinthians e Vasco da Gama, na Neo Quimica Arena, pelo Campeonato Brasileiro.

Dia de Vasco! Gigante enfrenta o Corinthians às 18:30 na Neo Química Arena

Corinthians e Vasco da Gama se enfrentam neste sábado, na Neo Química Arena, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Definida a arbitragem para o jogo entre Corinthians e Vasco

Confira a arbitragem para o jogo entre Corinthians e Vasco da Gama neste sábado, em São Januário, pela 2ª rodada do Brasileiro.

Próximos jogos do Vasco da Gama

Veja os próximos jogos da equipe do Vasco da Gama que serão disputados em vários campeonatos na próxima temporada.

Escalação do Vasco contra o Corinthians

Confira a escalação do Vasco da Gama para o jogo contra o Corinthians neste sábado, pela 2ª rodada Campeonato Brasileiro.

Corinthians terá desfalques importantes contra o Vasco

O Corinthians enfrenta o Vasco da Gama neste sábado, na Neo Química Arena, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Galvão Bueno estreará no Amazon Prime Vídeo narrando Vasco x Corinthians

Galvão Bueno estreará no Amazon Prime Video narrando o jogo entre Vasco e Corinthians neste sábado, pelo Brasileiro.

Vasco acerta contrato de formação com 5 atletas da base

O Vasco da Gama acertou o contrato de formação com Rafael Cesar, João Victor Villar, Isaque Silva, Caio Breno e Antony.

Vasco não disputará clássicos em São Januário neste Brasileiro

O Vasco da Gama não jogará clássicos contra os rivais do Rio em São Januário no Campeonato Brasileiro em 2025.

Duelo entre Vasco e Corinthians terá significado especial para João Victor e Piton

Hoje no Vasco, João Victor e Piton voltam a Itaquera com Fábio Carille, responsável por subir dupla no Corinthians.