Vasco se enche de esperança com empate, mas decisão segue em aberto

Vasco da Gama e Corinthians não tiraram o zero do placar na primeira partida da grande final da Copa do Brasil.

Cuesta em Corinthains x Vasco
Cuesta em Corinthains x Vasco (Foto: Vitor Vidal/Agência F8/Gazeta Pres)

O jogo sem gols e sem tanta emoção em Itaquera altera pouco a situação da final da Copa do Brasil, que vai totalmente aberta para o Maracanã. No entanto, os primeiros 90 minutos da decisão mexeram muito mais com o aspecto psicológico, com as sensações com que cada time chegará ao jogo de domingo.

Se antes do encontro de quarta-feira fosse oferecido ao vascaíno um empate, talvez ele recebesse bem a proposta. E não se trata de dizer que o 0 a 0 da Neo Química Arena seja uma má notícia, mas o jogo deixou a impressão de que era possível ganhar. Se um time ficou mais perto do gol numa partida de raras finalizações perigosas e qualidade insuficiente para uma decisão, este time foi o Vasco.

No apito final, Itaquera parecia se dividir entre gritos de incentivo a um time que ainda vai lutar pelo título no Maracanã, agora como visitante, e um claro desapontamento com o resultado e com a atuação. Já o Vasco parecia sair fortalecido do primeiro duelo, como se as coisas tivessem acontecido mais à sua forma do que da maneira que o rival pretendia.

Entre outras coisas, porque Dorival Júnior parece ter mais decisões a tomar do que Fernando Diniz antes do jogo de volta. Primeiro, entender se dobra a aposta no trio ofensivo, onde está sua maior reserva de talento. Mas tem sido difícil defender com eles juntos, especialmente após uma temporada de lesões. Resta saber se, jogando fora de casa, tentará ter um quarto meio-campista com mais marcação, repetindo a ideia dos jogos com o Cruzeiro. E, neste caso, se vai optar pelos mais experientes, que vivem oscilações, ou se vai recorrer a algum dos jovens que têm entrado no fim dos jogos.

A sucessão de erros do Corinthians quando tentava sair de trás pode ser explicada de duas formas. Primeiro, pela má partida de seus meias, especialmente Martínez e Raniele. Mas também é verdade que o Vasco fez uma boa exibição defensiva, pressionando bem e tirando conforto dos corintianos. Neste aspecto, Barros e Thiago Mendes foram muito bem, auxiliando os homens de frente na pressão e evitando que Garro ou Memphis recebessem a bola entre o meio-campo e a defesa vascaína.

A partir daí, o time de Fernando Diniz incomodava o adversário de duas maneiras: ora com recuperações no campo de ataque, ora atraindo o Corinthians para pressionar sua saída de jogo. O Vasco repetia a ideia de ter volantes e meias participando dos primeiros passes, tentando superar a pressão corintiana e, a partir daí, acelerar nos espaços às costas dos volantes. Nuno Moreira foi visto com mais frequência recebendo a bola para os primeiros passes, permitindo a Coutinho, em alguns momentos, se adiantar mais no campo para buscar jogadas mais perto do ataque. Os movimentos de Andrés Gomez da ponta para o meio também geravam alternativa de passe, como no lance em que Rayan chegou a marcar, mas estava impedido. Gomez, aliás, voltou a jogar bem.

Faltava ao Vasco contundência para aproveitar espaços que se ofereciam. Num lance, Puma Rodríguez teve todas as condições de finalizar, mas hesitou. O Corinthians ameaçava pouco, tinha dificuldades para jogar, e a partida apresentava um controle vascaíno, mas nem tantas sensações de que o gol estava por acontecer.

O segundo tempo trouxe dois times ainda menos criativos, embora o Vasco seguisse fazendo o jogo ter o ritmo que lhe interessava. Chegou a ter uma bola na trave após uma cobrança de escanteio, mas na parte final acabou defendendo mais perto de sua área.

Com mais posse de bola do que na primeira etapa, o Corinthians se instalou por mais tempo no campo ofensivo, mas não traduzia volume em chances. As primeiras intervenções de Dorival Júnior, com quatro minutos de segunda etapa, tiveram pouco efeito: Carrillo e Maycon não entraram bem, e a saída de Bidon surpreendeu, embora ele não repetisse atuações anteriores.

Mais adiante, o treinador tentou arriscar um pouco mais com André na vaga de Raniele e Vitinho como meia central, no lugar de Garro. Algumas triangulações ocorreram pelo lado esquerdo, mas a melhor defesa de Léo Jardim foi um lance invalidado por impedimento. O Corinthians criava pouco, embora tenha ficado mais aceso na partida, especialmente após a entrada de Dieguinho, lançado para tentar abrir mais as jogadas pelos lados.

A primeira parte da decisão deixou a desejar. Mas o Vasco sai mais otimista do primeiro confronto.

Fonte: Globo Esporte

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