Justiça aprova empréstimo de Lamacchia ao Vasco
A Justiça autorizou o Vasco da Gama a receber R$ 40 milhões da empresa de Marcos Lamacchia. Entenda como o dinheiro será utilizado.

O Vasco recebeu uma importante autorização da Justiça do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A decisão libera um empréstimo de R$ 40 milhões da Almirante S/A, empresa de Marcos Lamacchia. O empresário negocia a compra da SAF do Clube. O recurso ajudará o Cruzmaltino durante a recuperação judicial e ainda será abatido do futuro aporte do investidor.
O pedido foi apresentado pelo Gigante da Colina no último sábado. A solicitação prevê um empréstimo na modalidade DIP (Debtor-in-Possession), mecanismo utilizado por empresas em recuperação judicial. A operação recebeu parecer favorável da Administradora Judicial, do watchdog e do Ministério Público. Além disso, a magistrada destacou que a medida atende aos interesses da recuperação judicial do Vasco sem comprometer os direitos dos credores.
Empréstimo será abatido do aporte na futura SAF do Vasco
Os R$ 40 milhões serão depositados em parcela única e de forma imediata. O dinheiro reforçará o fluxo de caixa do Clube e ajudará no pagamento das obrigações da recuperação judicial. Além disso, o contrato prevê que o empréstimo não terá juros remuneratórios.
Outro ponto importante envolve a negociação da SAF. Caso Marcos Lamacchia conclua a compra do Vasco da Gama, o valor será abatido do aporte previsto para a operação. Ao todo, o investimento do empresário ultrapassa R$ 3 bilhões, conforme as tratativas para assumir o controle do futebol cruzmaltino.
Essa não é a primeira vez que o Vasco utiliza esse tipo de operação financeira. Em outubro do ano passado, o Gigante da Colina contratou um empréstimo DIP de R$ 80 milhões junto à Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia. Na ocasião, o objetivo também foi reforçar o caixa e garantir a continuidade das atividades do Clube durante a recuperação judicial.
Se Marcos Lamacchia concluir a aquisição da SAF, os empréstimos concedidos pela Almirante S/A e pela Crefisa serão convertidos em capital da nova empresa. Caso contrário, o Vasco da Gama terá de devolver os valores às empresas, conforme previsto nos contratos. Assim, a decisão da Justiça representa mais um passo no processo de reestruturação financeira do Cruzmaltino.