Vasco e Lamacchia divergem em ponto crucial para venda da SAF
Vasco da Gama e Marcos Lamacchia avançam pela SAF, mas ainda divergem sobre o uso das receitas com vendas de jogadores.

O Vasco segue avançando nas negociações para vender 90% da SAF ao empresário Marcos Lamacchia. Apesar do acordo estar bem encaminhado, as partes ainda discutem pontos importantes do modelo de operação. O principal deles envolve o destino do dinheiro arrecadado com futuras vendas de jogadores.
A diretoria cruzmaltina quer incluir no contrato a obrigação de reinvestir integralmente no futebol os valores obtidos com transferências de atletas. A intenção do Gigante da Colina é utilizar esses recursos em contratações, renovações de contrato e melhorias no elenco.
O grupo de Marcos Lamacchia, por outro lado, não concorda com essa exigência. O investidor entende que o dinheiro das vendas deve ser usado de acordo com a estratégia financeira da SAF, sem obrigação de aplicação exclusiva no futebol.
Mesmo com o impasse, as conversas continuam acontecendo de forma frequente. O presidente Pedrinho se reuniu com Marcos Lamacchia na última terça-feira, e o encontro foi considerado positivo. Pessoas envolvidas na negociação avaliam que os entraves restantes são normais diante da dimensão do acordo, estimado em mais de R$ 2 bilhões.
O próximo passo previsto é a assinatura do memorando de entendimento (MoU). O documento vai oficializar a intenção de compra da SAF vascaína. A expectativa é concluir essa etapa ainda em maio, embora o Vasco trabalhe sem definir prazos públicos para fechar a operação.
Entre os pontos já alinhados estão investimentos mínimos no elenco, na folha salarial, na infraestrutura do CT Moacyr Barbosa e no fluxo de caixa. O acordo também prevê o pagamento das dívidas do clube e da SAF. Atualmente, a divisão acionária da SAF do Vasco da Gama é composta por 30% do clube associativo, 31% da 777 Partners e 39% sob controle do Vasco por decisão judicial, mas ainda em discussão na arbitragem.