SAF do Vasco: acordo com Marcos Lamacchia prevê R$ 3,1 bilhões; entenda a conta
O Vasco da Gama negocia acordo de R$ 3,1 bilhões para a SAF com Lamacchia. Entenda como os recursos serão distribuídos.

O acordo de investimentos entre o Vasco e o empresário Marcos Lamacchia prevê cerca de R$ 3,1 bilhões destinados à SAF. O montante reúne recursos para o pagamento de dívidas, cobertura do déficit financeiro, aportes no futebol e investimentos em infraestrutura. Apesar dos valores definidos, o contrato ainda depende do cumprimento de etapas jurídicas e financeiras antes de ser concluído.
As negociações entre o Cruzmaltino e Marcos Lamacchia acontecem há meses. Para que o negócio seja concretizado, a Almirante Participações e Empreendimentos S.A. precisará vencer o processo competitivo da Recuperação Judicial. Depois disso, o contrato ainda deverá passar pela aprovação da Justiça, pela conclusão da auditoria financeira e pelo rito interno do Clube. Para acompanhar o assunto, confira as últimas notícias sobre a venda da SAF do Vasco e a negociação entre Vasco e Marcos Lamacchia.
Como os R$ 3,1 bilhões são divididos
Os recursos previstos no contrato estão distribuídos em diferentes frentes de investimento:
- R$ 1 bilhão para pagamento de dívidas da Recuperação Judicial e débitos tributários;
- R$ 1,5 bilhão para cobrir o déficit de caixa da SAF pelos próximos cinco anos;
- R$ 500 milhões em aportes para o futebol;
- R$ 120 milhões para o centro de treinamento do elenco profissional;
- R$ 30 milhões destinados à infraestrutura das categorias de base.
A maior parcela do acordo é voltada para cobrir o déficit operacional da SAF. Atualmente, o Gigante da Colina arrecada cerca de R$ 500 milhões por temporada, mas possui despesas próximas de R$ 800 milhões. A projeção, elaborada pela Alvarez & Marsal, considera esse cenário pelos próximos cinco anos.
Como os recursos poderão ser usados
O contrato estabelece que os R$ 500 milhões destinados ao futebol não serão aplicados apenas em contratações. Parte desse valor poderá ser utilizada para cobrir o aumento dos custos da operação, como a folha salarial. Na prática, se as despesas crescerem ao longo dos próximos anos, os aportes poderão equilibrar o orçamento da SAF do Vasco da Gama.
Além disso, o documento determina que Marcos Lamacchia não poderá vender sua participação na SAF durante dez anos. No mesmo período, também ficará proibida a distribuição de dividendos aos acionistas. Dessa forma, eventuais lucros deverão ser reinvestidos na operação do Time de São Januário.
O que falta para o acordo ser concluído
Outro requisito para a conclusão da operação é um acordo com a A-CAP. A negociação acontece paralelamente e envolve representantes da empresa no Brasil, a arbitragem na Fundação Getulio Vargas (FGV) e discussões sobre valores entre as partes.
O contrato ainda prevê multas caso o investidor deixe de cumprir os aportes estabelecidos. Diferentemente do modelo firmado com a 777 Partners, as penalidades não incluem a devolução das ações ao Clube. Com o edital da venda da SAF já publicado, a expectativa é que o processo competitivo avance nas próximas semanas. Se Marcos Lamacchia apresentar a melhor proposta e cumprir todas as exigências previstas, poderá assumir o controle da SAF do Vasco após a homologação judicial.