Renato brinca sobre conversa com Pedrinho e fala sem rodeios de Diniz

Renato Gaúcho brincou ao comentar a negociação com o presidente Pedrinho e afirma que Diniz é página virada.

Renato Gaúcho em apresentação pelo Vasco
Renato Gaúcho em apresentação pelo Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Anunciado como novo técnico do Vasco, Renato Gaúcho foi apresentado oficialmente na tarde desta quarta-feira (04).

Livre no mercado desde setembro de 2025, quando deixou o comando do Fluminense, Renato dará início à sua terceira passagem pelo Vasco, após comandar o time entre 2005 e 2007 e, posteriormente, em 2008.

No retorno a clube, o treinador brincou sobre a longa negociação que “travou”, através de seu empresário, com Pedrinho, que comanda a direção do Cruzmaltino.

“Osso duro [negociar com Pedrinho]. Ele é osso duro, cara”, brincou o treinador, arrancando risadas dos jornalistas na sala de imprensa. “Quem trabalha com ele são ossos duros também. A gente conversou, trocamos ideia a semana toda, falei com todo mundo no Vasco, fomos conversando, trocando ideias… O mais importante foi que chegamos num denominador comum, que ficou bom para mim, bom para o clube”.

“O que eu queria era voltar a trabalhar num grande clube. Agradeci à diretoria e ao presidente por me darem essa oportunidade. O que eu falei quando cheguei aqui é que estou com bastante tesão e vou tentar retribuir a confiança que me deram. O contrato de um treinador é sempre demorado, muita gente questionou, mas a gente estava trocando ideias, conversou, conversou e chegamos a um denominador”.

Como publicou a ESPN no começo da semana, Renato havia recusado as primeiras ofertas feitas pelo Cruzmaltino por uma discordância nos valores apresentados pelo Vasco, que esticou a corda e aumentou a oferta salarial para o treinador de 63 anos – que inicialmente foi de R$ 1,2 milhão, abaixo do que ganhava até mesmo no Flu.

A decisão de Pedrinho em apostar as fichas em Renato partiu após o mandatário ouvir de pessoas próximas que Portaluppi é a “pessoa certa” para acalmar o ambiente de crise na Colina, e que dificilmente ele encontraria outro técnico de ponta no mercado por um salário mensal como o oferecido na primeira proposta.

Renato chega com os auxiliares Alexandre Mendes e Marcelo Salles e já comandará o seu primeiro treino no CT Moacyr Barbosa nesta quarta (4). Já a estreia oficial, será no dia 12 de março, em São Januário, contra o Palmeiras, pelo Brasileirão.

E antes mesmo da reestreia, Renato fez questão de destacar que não “marcas” do momento de turbulência atravessado pela equipe antes de sua contratação, quando o time tinha como treinador Fernando Diniz.

“Com todo o respeito (ao Fernando Diniz), o meu trabalho começou hoje. (O que aconteceu antes) É página virada, boas ou não do trabalho do Diniz, que é meu amigo, gosto muito dele. Cada treinador tem seu método de trabalho, ele tem o dele, eu tenho o meu. Respeito todos os treinadores, mas hoje é meu trabalho”.

“Lógico que não vou começar do zero. As coisas boas a gente tenta sempre aproveitar. Mas essas coisas são papo meu com o grupo. E acrescentar, juntamente com a minha comissão, para a gente sair da lanterna principalmente do Brasileiro, voltarmos a ter confiança para sair dessa situação e voltar a vencer no Campeonato Brasileiro”.

Antes de fechar com Portaluppi, o Vasco chegou a sondar nomes de técnicos estrangeiros como Artur Jorge, ex-Botafogo, e Marcelo Gallardo, ex-River Plate, mas sem qualquer tipo de avanço.

Renato chega para substituir Fernando Diniz, demitido após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. Após a saída do antigo treinador, Bruno Lazaroni vinha ocupando o cargo de maneira interina.

Eliminado do Estadual, o Cruzmaltino vive situação delicada no Brasileirão e é o lanterna com apenas um ponto somado em quatro jogos, caberá a Renato tirar o time desta situação, além de comandar o Vasco na Copa do Brasil e CONMEBOL Sul-Americana.

Somando as passagens anteriores por São Januário, Renato Gaúcho comandou o Vasco em 115 jogos, com 45 vitórias, 33 empates e 37 derrotas. Por lá, o treinador não conquistou títulos.

Fonte: ESPN

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