Reforma de São Januário segue sem previsão e Vasco vive impasse financeiro

Vasco da Gama trava batalha nos bastidores para poder avançar na venda do potencial construtivo de São Januário.

Novo gramado de São Januário
Novo gramado de São Januário (Foto: Reprodução)

O processo de estruturação financeira para a reforma de São Januário ainda está em curso, mas o ritmo das negociações e a burocracia envolvida levam o Vasco a considerar, internamente, que as obras podem não começar em 2026.

Atualmente, o Clube detém cerca de 280 mil metros quadrados de potencial construtivo disponível para venda. Com uma avaliação interna de aproximadamente R$ 2 mil por metro quadrado, a diretoria projeta uma arrecadação superior a R$ 500 milhões caso consiga comercializar integralmente essa capacidade.

A principal aposta segue sendo a negociação do terreno do Marapendi, na Barra da Tijuca, uma das poucas áreas do Rio de Janeiro com dimensão suficiente para absorver praticamente todo o potencial do clube.

O Vasco aguarda a evolução das tratativas conduzidas pela SOD Capital, responsável pela tentativa de aquisição da área. Embora não haja contrato de exclusividade formalizado, existe um compromisso verbal entre as partes, o que faz o clube evitar, por ora, conversas paralelas com outras incorporadoras interessadas no ativo.

A diretoria entende que assumiu um compromisso com a SOD e pretende respeitá-lo enquanto as negociações estiverem em andamento. Ainda assim, caso outra empresa conclua a compra do terreno e manifeste interesse, o Vasco admite a possibilidade de abrir diálogo.

A operação, no entanto, é considerada complexa. O negócio envolve valores próximos de R$ 500 milhões e depende de múltiplas etapas, o que contribui para a lentidão do processo. Além da SOD Capital, outras incorporadoras também monitoram ou participam das tratativas, como Tegra, Cyrela e Multiplan.

Apesar de o terreno do Marapendi, com cerca de 220 mil metros quadrados, continuar sendo visto como a solução mais direta para viabilizar a operação, o clube passou a estudar alternativas para destravar o financiamento.

Uma delas é a possibilidade de fracionar a venda do potencial construtivo, permitindo negociações menores com diferentes empresas, em vez de uma única transação de grande porte.

Nesse contexto, também surge a opção de utilização parcial de áreas do antigo Terra Encantada, terreno ligado à Cyrela, com a ideia de destinar uma parte específica para absorver uma fração do potencial construtivo.

Paralelamente, já havia o alinhamento com duas empresas interessadas na aquisição de parcelas menores, de cerca de 30 mil metros quadrados cada. De acordo com o Lance!, uma dessas tratativas segue em andamento com a Tegra, enquanto a outra perdeu força nas últimas semanas.

Diante desse cenário de indefinições e da complexidade das operações financeiras, o Vasco segue sem prazo definido para o início das obras de modernização de São Januário.

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