Pedrinho e Riquelme buscam 1º títulos como presidentes de Vasco e Boca
Pedrinho e Riquelme, presidentes de Vasco e Boca, que se reencontram na semifinal da Sul-Americana, e buscam seu 1º título como dirigentes.

Ídolos de tempos gloriosos de seus clubes que hoje ocupam a cadeira de presidente. Essas são as trajetórias de Pedrinho e Riquelme, presidentes de Vasco e Boca Juniors, que se reencontram no duelo da semifinal da Copa Sul-Americana de 2026, nesta terça-feira, e buscam seu primeiro título como dirigentes.
O Vasco tenta voltar aos tempos de glória do fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, em que, com Pedrinho e Felipe (hoje diretor técnico), conquistou dois títulos continentais: a Libertadores de 1998 e a Mercosul de 2000, além dos títulos brasileiros de 1997 e 2000. Não é campeão de um grande título há 15 anos.
Já o Boca Juniors não vive a mesma carência de títulos do Vasco, visto que foi campeão argentino em 2022. Mas está distante de ser aquele bicho-papão do continente que foi no início do século XXI, comandado dentro de campo pelo craque Riquelme. O camisa 10 conquistou três vezes a Libertadores e uma vez o Mundial de Clubes, além dos títulos argentinos de 1998, 1999, 2000, 2008 e 2011.
Paixão e ligação de berço de Pedrinho com o Vasco
A trajetória de Pedrinho no Vasco começou aos seis anos no futsal, mas a paixão já vinha de berço. Pedrinho herdou o amor pelo clube do seu pai, que foi motorista de caminhão de entulhos em São Januário. “Seu Hélio” faleceu em 2008, ano em que Pedrinho encerrou a carreira de jogador no Vasco.
Ele se tornou jogador profissional em 1995, aos 18 anos, e foi integrante de uma das gerações mais vitoriosas da história do clube. De 1995 a 2001, conquistou 12 títulos pelo Vasco. Pedrinho foi fundamental na conquista da Libertadores, ao marcar os dois gols contra o Grêmio para classificar o time para as semifinais da competição.
- Copa Libertadores da América: 1998
- Campeonato Brasileiro: 1997 e 2000
- Copa Mercosul: 2000
- Torneio Rio-São Paulo: 1999
- Campeonato Carioca: 1998
- Taça Guanabara: 1998 e 2000
- Taça Rio: 1998, 1999 e 2001
- Troféu Bortolotti: 1997
Em 2023, Pedrinho se candidatou à presidência do Vasco e venceu as eleições para comandar o clube de 2024 a 2026. A SAF já era tocada pela 777. Eleito com a promessa de fiscalizar os contratos com os americanos e promover a reforma de São Januário, Pedrinho pediu – e conseguiu – afastar a empresa na Justiça em maio de 2024 e, desde então, comanda o futebol do clube.
O Vasco está na sua terceira semifinal seguida de Copa do Brasil e voltou a uma semifinal de torneio continental depois de 15 anos. Agora, Pedrinho busca o título como presidente, depois do vice na Copa do Brasil em 2025 para o Corinthians.
Riquelme: o rosto do período mais vitorioso da história do Boca Juniors
Camisa 10 clássico, La Bombonera e várias atuações de gala em noites de Libertadores. Foi assim que Riquelme encantou e traumatizou uma geração de brasileiros que o acompanhou por duas décadas. Dono de um talento raríssimo, Riquelme foi o rosto da geração de ouro do Boca Juniors, que dominou o continente e a Argentina.
Foi assim que Riquelme se tornou o maior ídolo da era recente da história do Boca Juniors. São 11 títulos e um legado que transformou o Boca no segundo clube com mais títulos da Libertadores (com 6), atrás apenas do Independiente, que tem sete títulos.
- Copa Libertadores da América: 2000, 2001, 2007
- Copa Intercontinental: 2000
- Campeonato Argentino: 1998 Apertura, 1999 Clausura, 2000 Apertura, 2008 Apertura e 2011 Apertura
- Recopa Sul-Americana: 2008
- Copa Argentina: 2011-12
Em 2019, Riquelme se tornou vice de futebol do Boca Juniors, na gestão de Jorge Amor Ameal, que tirou o grupo que comandava o clube há mais de 25 anos, com Maurício Macri, ex-presidente da Argentina, entre as lideranças. Ele conquistou cinco títulos no período, mas foi vice-campeão da Libertadores em 2023 para o Fluminense.
Em dezembro de 2023, Riquelme foi eleito presidente do Boca Juniors, em uma eleição marcada por polêmicas e com mais de 46 mil votos. Desde então, o clube não conquistou títulos e vem de vexames na Libertadores. Em 2024, não se classificou. No ano passado, foi eliminado na fase preliminar para o Allianza Lima. Nesta temporada, ficou em terceiro lugar do Grupo D, ao lado do Cruzeiro, e foi para a Sul-Americana.
Confrontos em campo
Pedrinho e Riquelme se enfrentaram três vezes em campo. Além de duelos entre Vasco e Boca Juniors, os jogadores também duelaram pelas seleções de base de Brasil e Argentina. Em 1997, ano em que Pedrinho foi campeão brasileiro pelo Vasco, a Argentina eliminou o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo Sub-20. Riquelme era capitão e camisa 8 da equipe argentina, que tinha Samuel, Scaloni, Cambiasso e Aimar. O Brasil tinha Athirson, o meia Alex e Fernandão no ataque.
Pedrinho e Riquelme também se enfrentaram em 2001, com as camisas de seus clubes do coração. O Vasco fazia a melhor campanha da história da Libertadores, com 100% de aproveitamento até as quartas de final, mas foi eliminado pelo Boca com duas vitórias dos argentinos e um show de Riquelme.
Período de reconstrução e expectativa de títulos
Depois de anos de reconstrução, Vasco e Boca Juniors têm duas copas pela frente para encerrar os seus jejuns de títulos. As duas equipes estão nas semifinais da Copa Sul-Americana e também de seus torneios nacionais.
O Vasco enfrentará o Palmeiras na semifinal da Copa do Brasil, enquanto o Boca Juniors enfrentará o Banfield na semifinal da Copa da Argentina. Só uma equipe, no entanto, chegará à final da Sul-Americana para tentar erguer o título continental em Barranquilla, na Colômbia.
Fonte: Globo Esporte