Opinião: “A paciência com os três volantes já está acabando…”

Escalar o time com três volantes só é aceitável quando pelo menos dois deles têm boa qualidade para sair jogando.

Escalar o time com três volantes só é aceitável quando pelo menos dois deles têm boa qualidade para sair jogando. Mas quando Joel Santana coloca um trio de cabeças de área com Guiñazú, Aranda e Fabrício, ele praticamente abdica do ataque e da criação das jogadas. Foi isso que aconteceu contra o Atlético-GO e se repetiu diante do Oeste, ontem, em Manaus.

Aliás, era essa uma das maiores críticas dos torcedores ao técnico Adilson Batista, perseguido pelos vascaínos durante boa parte do trabalho em São Januário. Tudo bem que Joel chegou há dez dias e, neste período, teve três jogos para disputar, sendo dois fora do Rio de Janeiro, e por isso pouco treinou o time. Entretanto, já era para ter percebido que este “trio de ferro” no meio de campo não vai levar o Cruz-Maltino a lugar nenhum. E isso é um perigo…

Ontem, ele notou isso ainda no intervalo, após um primeiro tempo com presença quase nula no ataque. Voltou com dois volantes (Guiñazú e Fabrício) e dois meias (Dakson e Douglas). Melhorou, e conseguiu empatar a partida após um pênalti meio duvidoso em Thalles, “compensando” o gol absurdo dado ao Oeste no primeiro tempo.

Um outro problema que ainda remete aos tempos de Adilson é a dificuldade por criar chances de gol. O Vasco até consegue trocar passes e ter um certo domínio, mas para deixar alguém na cara do gol é difícil. Ainda mais com três volantes…

Que o poder de percepção de Joel Santana aconteça antes de a bola rolar no jogo contra o Náutico, sábado, em São Januário. Afinal, com o empate de ontem o Cruz-Maltino não apenas volta ao Rio com dois pontos na bagagem em dois jogos, como caiu para quarto e pode deixar o G4 na próxima rodada. E, por se tratar de um clube grande disputando a Série B, jogará bastante pressionado por uma vitória sobre o Náutico.

Volante Guiñazu

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