Justiça impede venda de ações da 777 Parterns pelo Vasco
Justiça penhora ações da 777 na SAF do Vasco da Gama e impõe restrição para futura venda do controle do futebol.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quinta-feira a penhora das ações da 777 Partners na SAF do Vasco. A decisão atende a um pedido da Matix Capital, empresa que intermediou a venda da SAF do Cruzmaltino em 2022. Com isso, surge um novo obstáculo para as negociações envolvendo o futuro do futebol vascaíno.
A juíza Maria Aparecida da Costa Bastos, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ordenou o bloqueio das ações da 777 na SAF do Gigante da Colina. Na prática, o Clube não poderá vender nem usar essas ações como garantia sem autorização prévia da Justiça.
A medida afeta diretamente as conversas do Vasco com o empresário Marcos Lamacchia. A diretoria comandada por Pedrinho pretende vender 90% da SAF. Porém, se a decisão for mantida, qualquer negociação dependerá de autorização judicial ligada ao processo movido pela Matix Capital.
No pedido de penhora, a Matix alegou risco de dissipação patrimonial. A empresa também citou uma suposta crise financeira das executadas. Um dos sócios da Matix é Thairo Arruda, ex-CEO do Botafogo. O tema corre em paralelo ao processo arbitral sobre o controle acionário da SAF vascaína.
Atualmente, a divisão das ações da SAF do Vasco da Gama está da seguinte forma: 30% pertencem ao clube associativo, 31% seguem com a 777 Partners e outros 39% estão sob controle do Vasco por decisão judicial. Essa última parte, porém, ainda é discutida na arbitragem. O caso pode gerar novos desdobramentos nas próximas semanas e influenciar o avanço das negociações da SAF.