Euriquinho diz que teria demitido Ramón antes e critica diretoria do Vasco

O ex-vice-presidente do Vasco da Gama, Euriquinho, apontou 'abandono' e 'amadorismo' no departamento de futebol.

Euriquinho durante participação no podcast Fora de Jogo
Euriquinho durante participação no podcast Fora de Jogo

Ramón Díaz foi demitido do Vasco da Gama após a goleada para o Criciúma, em pleno São Januário. O resultado expressivo foi o estopim para o término de uma relação que já vinha desgastada dentro e fora de campo. O Gigante havia perdido os dois jogos anteriores.

Aquele foi a terceira derrota em quatro rodadas, o que colocou o Cruzmaltino na zona de rebaixamento. A única vitória foi na estreia, sobre o Grêmio. Para Euriquinho, o técnico argentino deveria ter sido demitido antes do Vasco, até por um motivo que não envolveu diretamente o fator campo.

Vice-presidente de futebol em 2017, no último ano do pai, Eurico Miranda, na presidência do Gigante, ele disse que, se estivesse no comando, mandaria o comandante embora após o episódio em que criticou uma mulher na sala do VAR na polêmica arbitragem do jogo contra o Grêmio. Para Euriquinho, foi um ataque à instituição e passou do ponto na reclamação.

– Eu já teria mandado ele embora antes. Se sou vice-presidente de futebol do Vasco, ele teria sido desligado no episódio com a com a árbitra do VAR. Teria mandado embora ali na hora. Acho que ele foi infeliz e a maneira como o Vasco tentou consertar o que foi dito foi ruim. Primeiro que eu acho que ele tá passando dos limites da posição dele na hora que reclama. A reclamação com a arbitragem tem que ser muito cuidado, não só desse fato da mulher e tal, mas é que você não pode passar num certo limite, você não se perde e traz tudo contra você, e aquele momento ali, ele trouxe dois problemas para o Vasco. O primeiro que ele atingiu a instituição quando desmerece a mulher. Então ele é um representante da instituição, tem que ter responsabilidade. E ele trouxe toda a arbitragem contra o Vasco, mais ainda. Ele chamou todos contra nós porque quando se perde a razão, vem todo mundo contra você. Então ali eu já teria tomado uma decisão mais drástica – disse Euriquinho.

‘Futebol está largado’

Embora a polêmica de arbitragem tenha acontecido diante do Tricolor, a fala de Ramón Díaz foi após o jogo seguinte, na derrota para o Bragantino, o que gerou grande polêmica. Pouco tempo depois, o técnico se desculpou. Ainda sobre o comandante, agora sobre a confusa demissão, Euriquinho apontou um “abandono” e “amadorismo” no departamento de futebol vascaíno.

– É um retrato de todos os casos que tem no Departamento de Futebol do Vasco, está claro aí. Mostra que está abandonado, que está largado, que não está bem gerido. A maneira como foi a demissão, ou como pediu demissão, de qualquer maneira, se ele pede demissão no vestiário, você não precisa ter esse desespero para fazer essa comunicação, porque não tinha ninguém lá que tomasse a decisão de sentar-se com ele. Um pedido de demissão não é tão simples, tem multas contratuais, tem coisas que tem que ser resolvido. O imbróglio todo é porque depois fica esse disse-me-disse, que aí aparece a multa, né? Quem vai pagar essa multa, como é que vai ser? E a multa é alta. Então, é falta de gestão. São profissionais com gestão amador. Então é que volta para aquele assunto lá de trás, o problema não é ser associativo ou SAF, é ser amador ou profissional. O Vasco hoje é uma SAF com gestão amador – completou o ex-vice-presidente de futebol.

Multa milionária

Como citado por Euriquinho, o Vasco ainda não resolveu a questão da multa rescisória de Ramón Díaz e pode precisar pagar uma quantia milionário. Seria superior a R$ 30 milhões o valor do rompimento do vínculo e o técnico, pelo menos a princípio, não abre mão de receber a quantia.

1 comentário
  • Responder

    Todos que passaram pela Diretoria da associação tem a sua parcela de culpa na entrega do futebol para os abutres da 777. Ao invés de papo furado, deveriam era pedir desculpas aos sócios que foram enganados e aos torcedores que sofrem com o que está acontecendo com o time, pois o que fizeram está feito e não tem volta.

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