Entrevista coletiva de Ricardo Sá Pinto após o jogo contra o Caracas

O técnico Ricardo Sá Pinto analisou a atuação do Vasco da Gama contra o Caracas e fez elogios ao elenco vascaíno.

Por França Fernandes
-  5 de novembro de 2020 às 00:04-  Atualizada em 5 de novembro de 2020 às 01:55
Ricardo Sá Pinto em jogo contra o Caracas na Venezuela (Foto: Matias Delacroix/AFP)

A classificação do Vasco às oitavas de final da Sul-Americana após o empate por 0 a 0 com o Caracas, nesta quarta, na Venezuela, foi muito valorizada pelo técnico Ricardo Sá Pinto. O português, porém, não poupou críticas ao árbitro colombiano Jhon Alexander Ospina, que, em sua ótica, não marcou pelo menos três pênaltis.

– Jogadores fizeram jogo muito bom, muito inteligentes. Tivemos que jogar contra más decisões de um árbitro. Condicionou o nosso time, e o nosso time teve que ter um controle emocional muito grande. Nos deu três amarelos sem necessidade alguma. Não marcou três pênaltis contra nós. Se tivesse o VAR, talvez marcasse. Provavelmente (o árbitro) teve um dia ruim.

Sobre o esquema com três zagueiros, Ricardo Sá Pinto falou em estratégia para impedir que os adversários sobressaíssem no jogo aéreo ou nas segundas bolas.

– Hoje era estratégico, sabíamos do jogo aéreo deles e das segundas bolas. E do jogo interior que eles tinham e do número de jogadores que eles punham no ataque. Achei que era a melhor forma de parar o adversário como vimos. Era muito jogo direto, sempre em busca da segunda bola do Blanco para deixar para o Contreras, Celis ou Hernández, que são os jogadores rápidos e técnicos. Sabia que não era fácil pará-los.

– Não temos jogadores muitos altos, não gostamos de jogar bola direta e no ar. Gostamos de praticar um bom jogo, um futebol positivo. Mas às vezes encontramos essas equipes que fazem disso a estratégia deles. Então acho que a estratégia hoje serviu perfeitamente para parar o adversário.

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Elogios a Neto Borges

– Neto esteve bem, fez um bom jogo e foi muito inteligente. Foi o primeiro jogo que ele fez comigo de titular, entendeu o que eu queria dele nesse jogo numa estrutura diferente também. Estou muito satisfeito não só com o rendimento dele, mas da equipe.

Mais críticas ao árbitro e novos elogios ao time

– Não marcamos, mas eles também não marcaram. E não marcamos também porque o árbitro não deixou. Se fossem marcados um ou dois pênaltis, dificilmente não faríamos gols. Criamos oportunidades, não deixamos o adversário chegar, controlamos bem o adversário. Fomos uma equipe organizada. Estou muito contente com a equipe, mas há muito trabalho para frente. Em duas semanas, ninguém bota um time a jogar do jeito que gostaria.

– Não somos candidatos a ganhar nenhuma competição a esta altura, tínhamos como objetivo passar e fazer história. Porque só em 2011 essa equipe chegou à Sul-Americana. Mesmo diante de tantas dificuldades. Diante de tão pouca paz, porque se tem eleições, e fala-se muita coisa. Conseguiu um resultado contra a melhor equipe da Venezuelana, um time que foi melhor do que o Medellín, que foi quase melhor do que o Libertad, do Paraguai. Temos que estar satisfeitos.

Usou três zagueiros por jogar fora de casa? Deve manter a formação contra o Palmeiras?

– Para hoje serviu. No futuro logo se saberá, para hoje foi estratégico.

Pretende mudar o esquema?

– Temos outra estrutura, essa foi outra que trabalhamos. Podemos eventualmente trabalhar outra, não vamos andar a trabalhar 30 estruturas táticas. Temos uma bem trabalhada já, que é o 4-2-3-1, mas que também precisamos melhorar em termos de sistema tático inicial. Também pode ser no 4-4-2. Podemos mudar para o 4-1-4-1 dependendo do que acharmos.

– Mas normalmente não faço de defender 4-1-4-1 se estiver no 4-2-3-1. Só se eu sentir que o adversário está a entrar no nosso campo. Hoje era estratégico, sabíamos do jogo aéreo deles e das segundas bolas. E do jogo interior que eles tinham e do número de jogadores que eles punham no ataque.

– Achei que era a melhor forma de parar o adversário como vimos. Era muito jogo direto, sempre em busca da segunda bola do Blanco para deixar para o Contreras, Celis ou Hernández, que são os jogadores rápidos e técnicos. Sabia que não era fácil pará-los.

– Não gostamos de jogar bola aérea, gostamos de praticar um bom jogo, mas às vezes encontramos essas equipes que fazem disso a estratégia deles. Então acho que a estratégia hoje serviu perfeitamente para parar o adversário.

Fonte: Globo Esporte