Diniz minimiza falha de Lucas Piton em derrota do Vasco para o Mirassol

Fernando Diniz saiu em defesa de Lucas Piton após erro do lateral na derrota do Vasco da Gama para o Mirassol pela estreia do Brasileiro.

Lucas Piton em Vasco x Maricá
Lucas Piton em Vasco x Maricá (Foto: Alexandre Maia/Gazeta Press)

Técnico do Vasco, Fernando Diniz valorizou a postura dos jogadores na derrota por 2 a 1 para o Mirassol, de virada, nesta quinta-feira (29), no Estádio Campos Maia, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O comandante também comentou o erro de Lucas Piton, que ocasionou o segundo gol do Leão Caipira no confronto.

“Para além dos erros, tiveram muitos acertos. Se você pegar como o time jogava ano passado e como joga agora, não é o mesmo time. A maioria das vezes em que saímos jogando, fomos limpos. Melhoramos nisso. Obviamente, aconteceram erros que não podem acontecer. Mas não podemos abrir mão só porque erramos. Se você não quer errar nunca, não sai jogando. Aí vão reclamar das bolas longas. Estamos discutindo o resultado do jogo. Estou triste, mas o time não foi mal. E jogou bem porque saiu jogando, na maioria das vezes, bem”, iniciou o treinador, em entrevista coletiva.

“Os jogadores acertaram muita coisa, tiveram personalidade para jogar. Se só contabilizarmos os erros, o time vai ficar estacionado. Vamos aproveitar dos erros para evoluir, saber melhor a hora de sair jogando. O Mirassol também saiu jogando, e roubamos mais bolas do que eles. Não jogamos mal. A saída era muito mais difícil no ano passado. A maneira como construímos e fomos dominantes em boa parte do jogo foi justamente pela forma que conseguimos sair de trás. Tomamos dois gols. Um, a área estava cheia e foi uma infelicidade. O outro, tivemos um erro de saída, mas o lance era recuperável. A bola iria na mão do Léo Jardim se não desviasse. Perdemos, mas a postura, gostei”, completou.

Com o resultado, o Vasco não pontuou e ocupa a 13ª posição na tabela. O próximo compromisso será contra o Madureira, segunda-feira (5), às 20h (de Brasília), em São Januário, pela quinta rodada do Campeonato Carioca.

Outras respostas de Diniz

Rusgas com os jogadores?: “Vocês sabem que eu sou assim. Não é novidade. Não adianta criar um tumulto por isso. Minha maneira de cobrar é essa, sou duro, mas muito amoroso. Muito mais do que imaginam. Os jogadores suportam a cobrança e melhoram muito por conta da cobrança. E depois, o time melhorou. Tenho um jeito enérgico, acelerado e sou espontâneo com os jogadores. Às vezes, gostam que o negócio fuja do controle para fazer um circo. Igual com o Rayan, contra o Corinthians. Ali, se deram mal, porque ele disse que era um pai para ele. Se falasse alguma coisa, criariam um circo. A minha vida é ajudar jogador de futebol. É uma forma de ajudar, não prejudicar ninguém. Tenho um respeito muito grande por eles. E o respeito é fazer o jogador produzir o que pode. Não é fácil. O fácil é maltrarar, expor e não ajudar. Eu sei quem eu sou e eles também. O que faço é para que produzam mais. Nunca levantei a voz para prejudicar um jogador na minha vida”.

Vasco briga pelo que no Brasileiro?: “Vamos fazer de tudo para ganhar os jogos e chegar o mais longe possível. Pegamos um adversário duro, o jogo foi equilibrado, mas estivemos mais próximos de ganhar do que de perder. Não merecíamos perder. Mostramos evolução, mas não podemos admitir perder. Tem que doer”.

Quando os reforços estarão à disposição?: “Brenner e Hinestroza assinaram a documentação há dois dias. Só treinaram uma vez com o time. Vamos avaliar com calma quando podem jogar e qual minutagem podem jogar. Queremos contar com eles o quanto antes”.

Spinelli e Cuiabano: “Vamos tratar internamente, não vou abrir para vocês. São nomes que surgiram, mas estamos tratando internamente para ter o melhor desfecho possível”.

Mais sobre saída de bola: “Quando você vai sair jogando, há duas possibilidades. Ou você cede, e chuta a bola. Ou você pega e melhora, sai jogando cada vez melhor. Aprende a selecionar melhor o passe. E por mais que você treine, o maior treino é o jogo. É no jogo que tem torcida, televisão. Os jogadores vão se acostumando a fazer nos jogos o que fazem nos treinamentos”.

Oscilação: “Perdemos o jogo, mas não jogamos mal. O resultado é algo que não controlamos. Contra o Flamengo, jogamos muito mal no primeiro tempo. Na Copa do Brasil, fomos consistentes. Hoje, jogamos parecido com isso. Tivemos uma consistência. Temos que transformar a consistência em pontos”.

Bola aérea: “O Cuesta não é um zagueiro alto, mas não perdeu uma por cima. O Vasco não sofreu por causa da zaga, não foi por isso. Ele é baixo, mas pula muito e é agressivo. No gol, teve uma disputa com o Puma, que é alto, e a bola voltou para a área. Reduzir que se tivesse um jogador mais alto na zaga, acabava o problema da bola aérea, não é isso. O Saldivia não é alto, mas é agressivo. Sergio Ramos não era alto. Obviamente, com um zagueiro mais alto, teríamos mais predominância. Mas os zagueiros que temos se viram muito bem na bola aérea”.

Fonte: O Dia

2 comentários
  • Responder

    A maioria das derrotas do Vasco desde ano 2025 e nesse começo, são de erros individuais que geram gols dos adversários. Falta corrigir esse tipo de saída de bola. Se for pra sair jogando tem que ser com alguém que saiba fazer essa transição e tenha um bom passe e movimentação dos que estiverem pra receber essa saída. Se já não deu certo no primeiro jogo! Agora porque também não fazer pressão na saída de bola do adversário. Será que Vasco não consegue ou não tem preparo físico pra aguentar.

  • Até vamos isso !!!
    Não é possível que os jogadores não possam dar um lançamento longo pra desafogar a defesa.
    Tem que mudar esse critério.

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