Derrota para o Santos transforma festa em protesto em São Januário
Com os ingressos esgotados, torcida do Vasco da Gama fez uma grande festa, mas saiu decepcionada de São Januário.

A festa preparada pela torcida do Vasco para um duelo tratado como decisão terminou em protestos fortes em São Januário. Neste domingo, o Cruzmaltino foi derrotado pelo Santos por 3×0, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, e deixou o estádio sob muitas vaias e cobranças da arquibancada.
Com os ingressos esgotados, os vascaínos fizeram uma grande recepção para a entrada das equipes, com dois mosaicos 3D e bandeirões. A expectativa era ainda maior pelo caráter decisivo da partida, que colocava frente a frente dois times que começaram a rodada empatados em pontos na luta contra o rebaixamento.
A presença de Neymar também contribuiu para aumentar a tensão antes do apito inicial. O atacante do Santos foi alvo de diversas provocações dos torcedores, que levaram máscaras com o rosto do jogador chorando e de Bruna Marquezine, sua ex-namorada. Durante o aquecimento, o camisa 10 foi bastante xingado e virou alvo de gritos de “olé” sempre que entrava no centro da roda de “bobinho”.
Gabigol também recebeu provocações dos vascaínos antes da partida. Na saída para o vestiário, o atacante caminhou lentamente pelo gramado, sorrindo de maneira debochada, enquanto era hostilizado pelos torcedores.
O clima de rivalidade também apareceu entre os capitães. Durante o protocolo de entrada das equipes após o hino nacional, Thiago Mendes não cumprimentou Neymar, que estava com a mão estendida. O volante vascaíno passou direto. Na sequência, os dois praticamente se ignoraram durante o procedimento de escolha de campo ou bola com a equipe de arbitragem.
Apesar das provocações antes do jogo, a torcida do Vasco apoiou o time durante boa parte da partida. Mesmo após o primeiro gol do Santos, os vascaínos mantiveram os gritos de “time da virada”. A situação mudou depois do segundo gol santista, marcado após falha de Léo Jardim. A partir daí, começaram os protestos contra a diretoria, principalmente direcionados ao presidente Pedrinho.
Léo Jardim ainda voltou a falhar no terceiro gol do Santos, marcado por Luan Peres após uma rebatida do goleiro. A partir daquele momento, o arqueiro passou a ser vaiado praticamente a cada toque na bola. Tchê Tchê e Spinelli também receberam algumas vaias ao serem substituídos.
Com o fim da partida, o técnico Pedro Emanuel reuniu os jogadores no gramado para uma conversa. O elenco permaneceu junto por alguns minutos, enquanto o Santos comemorava a vitória no outro lado do campo ao lado dos torcedores que acompanharam a equipe no setor visitante.
Quando os jogadores do Vasco seguiram em direção ao túnel dos vestiários, a pressão aumentou. As vaias e os protestos ficaram mais intensos, e copos chegaram a ser arremessados na direção dos atletas. Gabigol, novamente provocado, respondeu aos xingamentos de forma provocativa e apontou para o troféu que havia recebido como melhor jogador da partida.
A derrota agravou a situação do Vasco na tabela. Com 22 pontos, o Cruzmaltino caiu para a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro e voltou a ficar ainda mais pressionado na luta contra o rebaixamento. O Santos, por sua vez, chegou aos 25 pontos e subiu para a 14ª posição, abrindo distância da zona de descenso.