Pedro Emanuel comenta estreias de Sosa e Colidio e avalia entrada de Hinestroza
Técnico do Vasco da Gama, Pedro Emanuel falou sobre as atuações do trio na derrota para o Santos, neste domingo (16) em São Januário.

O técnico Pedro Emanuel explicou as escolhas feitas na derrota do Vasco por 30 para o Santos, neste domingo (16), em São Januário, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador promoveu as estreias de Santiago Sosa e Facundo Colidio e também apostou na entrada de Marino Hinestroza durante a partida.
Após o resultado negativo, Pedro destacou que a utilização de Sosa foi uma decisão arriscada diante do pouco tempo de trabalho com o elenco e avaliou que o confronto serviu como aprendizado para a equipe.
– Sosa é um jogador novo, só teve quatro ou cinco treinos com a gente, ainda é muito pouco para a gente se inteirar. Eu me joguei um pouquinho no fogo, poderia ter optado pelo Barros. Pela forma como estava o jogo, preferi ter mais qualidade na posse, e escolhi o Santiago. Barros fez um excelente jogo na quinta-feira (Sul-Americana), ele seria um complemento para nós para fechar a caso estivéssemos com vantagem. Hoje foi uma grande lição para nós. Estamos atravessando um grande momento, mas foi uma pancada. Temos que corrigir o que precisa ser corrigido e crescer novamente.
Sobre a entrada de Marino Hinestroza, Pedro Emanuel explicou que a intenção era aumentar a profundidade e a capacidade de criar jogadas individuais pelos lados do campo. O treinador também justificou a escolha em vez de Adson e reconheceu a dificuldade dos jogadores que entraram em campo pouco antes do segundo gol do Santos.
– A ideia do Marino e daquela tripla substituição que até seria uma dupla, mas o Piton também não demonstrou o frescor que pretendíamos e, por isso, tivemos que substituí-lo, era dar mais profundidade ao nosso jogo, permitir ter uma presença na área mais fresca, mais agressiva, como é o caso do David, porque é nisso que ele é bom, efetivamente: no duelo físico, no ataque ao espaço. E, depois, dar profundidade com dois jogadores mais rápidos, potentes e que pudessem criar desequilíbrios no um contra um. O Marino tem isso. Não tem passado por bons momentos aqui no Vasco, mas eu também fui ver jogos anteriores do Marino, e é isso que ele poderia acrescentar à equipe. Tem treinado bem nos últimos dias e me pareceu que poderia acrescentar algo mais.
O técnico também explicou que as mudanças promovidas no segundo tempo tiveram como objetivo aumentar a intensidade ofensiva do Vasco e explorar mais os espaços deixados pelo Santos. Segundo o treinador, a entrada de Marino Hinestroza buscou dar mais velocidade e capacidade de desequilíbrio no ataque.
– Agora, isso é muito difícil para um jogador que entra, e não estou desculpando nem o Marino, nem nenhum dos outros que entraram e, dois ou três minutos depois, sofremos um gol. Isso altera completamente o estado de espírito da equipe. Essas opções poderiam ter sido o Adson? Claro que sim. O Adson tem feito muito bem aquilo que eu peço. É um jogador entre linhas, um jogador que consegue chegar. Inclusive, no último jogo, fez um gol que foi anulado. Agora, é um jogador entre linhas que não ataca tanto a profundidade, não é tão potente atacando a profundidade. É mais técnico. E o Santos estava se fechando muito bem entre as linhas, acumulando jogadores ali e fechando a zona da área. Precisávamos conseguir criar desequilíbrios no um contra um pelos corredores laterais.
Com o revés em casa, o Vasco permanece na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, com 22 pontos conquistados. No próximo domingo (24), o Gigante da Colina visita o Palmeiras. Antes, a equipe enfrenta o Olimipia, no Paraguai, pelas volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana.