Comissão da Alerj aprova projeto que declara São Januário patrimônio do Rio

O projeto também reconhece São Januário, estádio do Vasco da Gama, como um símbolo da luta antirracista na história do Rio.

Estádio de São Januário
Estádio de São Januário (Foto: Getty Imagens)

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira, projeto de lei que declara São Januário, estádio do Vasco, um patrimônio histórico, cultural e turístico do estado do Rio de Janeiro. O documento agora segue para as comissões de Cultura e Esporte e Lazer para depois ser votado por todos os deputados no plenário.

Um dos principais objetivos dessa declaração é aumentar a atratividade do estádio como destino turístico, chamando atenção de visitantes nacionais e internacionais interessados em vivenciar a cultura do futebol carioca e aprender sobre sua história. Além disso, o projeto reconhece São Januário como um símbolo da luta antirracista não apenas no futebol e no esporte, mas também na história do estado do Rio de Janeiro.

Até a construção do Estádio do Maracanã, em 1950, São Januário foi o principal estádio do Rio de Janeiro e testemunhou momentos históricos para o futebol. Foi palco de partidas oficiais entre grandes times brasileiros e estrangeiros e também serviu como casa da seleção brasileira por muitos anos. O projeto de lei 1950/23 é de autoria dos deputados Vinicius Cozzolino e Prof. Josemar.

O estádio do Vasco começou a ser construído em 1925, quando o clube fez campanhas para que torcedores se tornassem sócios e levantou 685 contos e 895 mil réis para a compra do terreno e 2 mil contos de réis para a construção. A mobilização ocorreu como uma resposta aos clubes elitistas da época que não aceitavam jogar contra atletas negros e pobres que compunham o elenco do Vasco. São Januário foi inaugurado no dia 21 de abril de 1927.

Após a conclusão das arquibancadas, São Januário foi considerado o maior estádio da América do Sul até a construção do Centenário, no Uruguai, para a Copa de 1930.

Com 274 metros, a fachada principal é feita no estilo neocolonial, movimento que valoriza a arquitetura colonial e barroca e as raízes luso-brasileiras. Desenhada pelo arquiteto português Ricardo Severo, ela é a porta de entrada para a Tribuna de Honra e setores administrativos do clube, além da sala de troféus. Apesar de ter recebido algumas reformas ao longo dos anos, ela nunca perdeu suas características originais e foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Nesta quarta, o Vasco conseguiu uma importante vitória no Ministério Público do Rio de Janeiro. O clube assinou um acordo cujo principal efeito é permitir a realização de jogos com público no estádio de São Januário, que estava interditado pela Justiça desde 23 de junho de 2023.

Fonte: Globo Esporte

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