Análise da atuação do Vasco contra o Santos

O Vasco da Gama conseguiu melhorar seu rendimento e retomou a organização defensiva na partida contra o Santos.

Defesa de Fernando Miguel contra o Santos (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
Defesa de Fernando Miguel contra o Santos (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

0 Vasco que superou o Santos e encerrou uma série de cinco jogos sem vitória retomou algo marcante no auge do “Ramonismo” e nos poucos resultados positivos de Ricardo Sá Pinto: a organização defensiva. No 1 a 0 de domingo, o técnico português, ao planejar a partida com quatro desfalques, sacou um atacante, povoou o meio e criou as condições para o time voltar a render minimamente bem.

É claro que o gol cedo ajudou – Carlinhos abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo. Porém, em um elenco com poucas peças e qualidade reduzida, fazer o simples na escalação, marcar muito e apostar nos contragolpes parece ser o melhor caminho na luta contra o rebaixamento no Brasileirão.

Sem os suspensos Neto Borges e Leo Gil e o machucado Benítez, Sá Pinto deu novas chances a antigos titulares como Henrique, Andrey e Carlinhos – Talles, que vinha sendo reserva, também estava fora pelo terceiro amarelo. Aí, nada de diferente. A novidade foi na escolha de Juninho, que entrou na vaga de Gustavo Torres. A opção técnica do português mudou a forma de o Vasco atuar.

O time espaçado, mal posicionado e com dificuldade na recomposição defensiva, erros marcantes no 4 a 0 sofrido para o Grêmio e no empate com o Fluminense, ficou para trás. Juninho, é verdade, esteve posicionado no lado esquerdo. Porém, não foi um ponta, como Vinicius o foi pela direita. Assim, o meio teve um jogador a mais, o que fez toda a diferença.

Na coletiva, Sá Pinto negou ter mudado o esquema. Disse que manteve o 4-2-3-1. Porém, Juninho esteve mais no meio do que na esquerda. Ajudou Andrey e Marcos Junior no combate. O que, por tabela, permitiu que os laterais avançassem (especialmente Léo Mattos) sem deixar espaços. Assim saiu o gol de Carlinhos.

Com a vantagem no placar, o Vasco intensificou a estratégia. Se postou defensivamente, deu a bola ao Santos e tentou o contragolpe. Não à toa o time visitante teve 62% de posse de bola e finalizou 18 vezes. A maioria sem perigo. Só em duas delas Fernando Miguel trabalhou – muito bem, diga-se de passagem – e evitou o gol adversário.

Como continua na zona do rebaixamento (17º, com 28 pontos, a mesma pontuação do Bahia, o primeiro fora do Z-4), o Vasco precisa melhorar. Tem de criar mais chances mesmo que a estratégia possa ser jogar no contragolpe. Contra o Santos, finalizou apenas três vezes. É pouco.

– Pelo menos, tivemos três. E o adversário, que é o Santos, que eu volto a lembrar que deu quatro em uma equipe que nos deu quatro, não nos criou uma oportunidade gol. Teve perto, em cruzamentos, mas em jogada corrida, tirando logo aquela no início, em contra-ataque rápido e que e nós soubemos aniquilar, e uma bola dentro da área que foi falta sobre o Fernando, não tiveram nenhuma oportunidade. Eu fico satisfeito como treinador que não deixem que os outros nos criem e que, mesmo que sejam duas ou três, não me importo, desde que uma delas entre e que nós tenhamos os três pontos. É o que eu quero – disse o técnico.

Com mais uma semana de trabalho, a tendência é de que Sá Pinto possa aprimorar virtudes e corrigir erros. Há tempo para a recuperação de Benítez também para enfrentar o Athletico-PR, domingo, em Curitiba, em mais um duelo importante para continuar na Série A.

Fonte: Globo Esporte

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