Análise da atuação do Vasco contra o Botafogo

Contra o Botafogo, o Vasco da Gama apresentou dificuldades e velhos problemas, e segue sem vencer na temporada.

Carlinhos em ação pelo Vasco contra o Botafogo
Carlinhos em ação pelo Vasco contra o Botafogo (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O começo da temporada do Vasco pode até ter boas ideias, mas é ruim: em cinco jogos (dois com o time sub-20), a equipe soma duas derrotas e três empates, contando Carioca e Copa do Brasil. Entre novas dificuldades e velhos problemas, no contexto de um elenco curto, de um time em formação e do pouco tempo para Marcelo Cabo treinar, há uma boa notícia. Trata-se de MT.

Improvisado como lateral-esquerdo ou jogando como meia, o jovem de 20 anos tem se destacado na atual equipe, que certamente mudará bastante até o começo da Série B. No 1 a 1 com o Botafogo, atuou nas duas funções, mas foi também a partir do posicionamento mais avançado dele que o time melhorou – claro que outras situações contribuíram para o time de São Januário ter evitado a derrota em casa nos minutos finais.

Como ocorrera no duelo diante da Caldense, o meio foi um dos setores com mais dificuldade. A dupla de volantes Andrey e Bruno Gomes não conseguiu marcar e se impor fisicamente. Marquinhos Gabriel ficou sobrecarregado na articulação ofensiva. Como o Botafogo começou o jogo recuado e apostou na postura reativa, o Vasco praticamente não ameaçou e sofreu com os contragolpes.

O gol contra de Zeca intensificou algo que já ficara evidente desde 2020: a instabilidade emocional. Atrás no placar e sem conseguir mudar o panorama da partida, os jogadores do Vasco passaram a errar em profusão: passes, domínios, lançamentos, saídas de bola… A situação só não piorou pois Lucão, com boa atuação, fe pelo menos duas ótimas defesas.

No intervalo, Cabo mudou. Sacou Talles e Tiago Reis e deu oportunidade a Léo Matos e Laranjeira. Desta forma, Zeca foi para a lateral pelo lado esquerdo, e MT atuou avançado pelo mesmo setor. O jovem, partindo pelo lado ou preenchendo o meio, foi mais participativo do que Talles, por exemplo, e acertou chute no travessão. Ao dividir a tarefa de armar o time e trocar de posição com Marquinhos Gabriel, passou a colocar dúvida na marcação rival. Tem bom controle de bola e não se furta de arriscar passes em busca do espaço vazio.

Mas foi só com a entrada de Carlinhos, autor do gol de empate, que o Vasco passou a ser mais compacto. Se o espaço entre a defesa e o meio foi corrigido pelos zagueiros terem adotado posicionamento adiantado, o meia preencheu o setor e conseguiu evitar o isolamento dos homens de frente. Foi intenso, algo que não ocorreu na temporada passada. Ele, se manter este comportamento, pode ser útil na busca por alternativas na equipe.

É provável que, aos poucos, Cabo fixe Léo Matos e Zeca como laterais titulares. Seria injusto que MT virasse reserva. Pelo o que produziu, pode ser testado na função adiantada. Agora, como os demais jovens, não se pode colocar toda a responsabilidade nele. É promissor, precisa ser trabalhado e continuar em evolução. Precisa ser mais intenso e melhorar a marcação. Mas já mostrou que vale a pena o investimento para comprá-lo do Volta Redonda.

Fonte: Globo Esporte

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3 comentários
  • Lobo das Neves - 22 de março de 2021

    Eu só quero dizer q todo jogo o Vasco joga bem no 1 tempo ,MAS Ñ APROVEITA AS CHANCES Q TEM TANTO NO PRIMEIRO QUANTO NO SEGUNDO,SE AS CRÍTICAS ACABACEM.NEM Q SEJA SÓ PRA DAR MORAL NO CLUBE ESTARIAMOS MELHOR NESSAS PORRAS

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  • Liberato pereira da Silva filho - 11 de janeiro de 2021

    Neste espaço ,vi e li várias críticas contra o jovem Tales Magno ,porém ,nunca concordei ,ainda não si pode ser creditado como craque ,mas tem talento e jogo pra isto ,o que estava acontecendo era a maneira que estava sendo escalado e cobrado ,é jovem ,sente o peso das críticas e maneiras de ser cobrado ,ele tem bola para desequilibrar a defesa adversária .A verdade que o time do Vasco já entrava em campo com medo e derrotado ,queira ou não Luxa mudou este postura com os seus palavrões costumeiros ,o sopro de raça e de guerreiro que sempre esteve presente no Vasco da Gama ,voltamos a sentir naquele primeiro tempo contra o Atletico goiano e agora contra o Botafogo ,atuando assim, ficaremos na primeira divisão que sempre foi o lugar do Clube que já caiu ,mas sendo que uma delas voltamos como o título de campeão ,sendo assim ,temos cinco títulos ,campeão nas duas séries ,nada mal .

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  • Vicente Otávio da Fonseca - 11 de janeiro de 2021

    Simplesmente, nós, vascaínos de nascença, estamos morrendo de felicidade! E é só!

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