Zé Ricardo fala sobre política do Vasco, 'teima' com Wellington, e Paulinho

O ex-técnico do Vasco da Gama, Zé Ricardo, falou sobre alguns temas que marcaram a sua passagem por São Januário.

Na noite da última segunda-feira (11), o ex-técnico do Vasco da Gama, Zé Ricardo, participou do programa “Jogando em Casa”, do canal Esporte Interativo, onde foi questionado e respondeu sobre temas importantes que marcaram a sua passagem pelo Gigante da Colina, que começou em agosto de 2017 e se encerrou agora em junho de 2018.

Incômodo com a situação política do Vasco

Zé Ricardo não esconde o incômodo que a situação criou dentro do Vasco, e contou que levar a pré-temporada para o CT das Vargens foi uma forma de manter o grupo distante de tudo isso, sendo também um lugar mais próximo das residências dos jogadores. Ele acredita que o presidente Alexandre Campello está no caminho certo e busca a paz entre situação e oposição.

“Realmente incomoda a gente, mas eu acho que o principal trabalho nesse tempo todo e, talvez o mais desgastante, foi a gente tentar manter o grupo fora disso. Tiramos o Vasco de São Januário, colocamos no CT para deixar eles longe de tudo isso, mas sabemos que eleição em qualquer clube, uns mais e outros menos, interfere no dia-a-dia do clube, e o Vasco tem suas peculiaridades. Acredito que o presidente está tentando buscar essa paz”.

Polêmica da foto e jogadores afastados

O ex-comandante vascaíno foi questionado também sobre a polêmica da foto, que aconteceu na véspera da decisiva partida contra a Universidad de Chile, pela Libertadores, que culminou nos quatro jogadores afastados. Zé Ricardo conta que teve participação na decisão tomada pelo presidente, revela que achou uma atitude desnecessária por parte dos envolvidos, até pelo momento que a equipe passava.

“No dia seguinte foi passado ao presidente tudo o que aconteceu, foi tomada uma decisão e eu tomei partido, pois também entendi que foi uma atitude equivocada. Acho que isso já foi batido, os próprios atletas conversaram comigo. Foi desnecessário, até pelo momento que a gente vivia, estávamos atrás de uma vaga tão esperada por todos nós, e seria um jogo muito difícil no Chile”.

Insistência com o contestado Wellington: teimosia ou convicção?

Nas suas passagens por Flamengo e Vasco, Zé Ricardo ficou conhecido por insistir muito com jogadores contestados pela torcida, com destaque para dois nomes, que atuam na posição de volante. No Rubro-Negro era Márcio Araújo e no Gigante da Colina, Wellington. Em relação a isso, ele não vê como uma teimosia e sim como uma convicção pessoal, mas se mostra compreensivo com quem entende de outra maneira, ainda mais quando suas convicções acabam não dando resultados. Ele cita um amadurecimento.

“Não vejo como teimosia, é mais uma convicção daquilo que a gente acredita, mas também entendo que o amadurecimento vai te mostrando que de repente o caminho por um lado ou pelo outro poderia ter sido melhor. Mas quando a gente fala de convicção, é muito difícil você dissociar para o meio externo que não seja uma teimosia a partir do momento que você não tem resultados que não fortalecem o que você pensa. De qualquer forma, eu sou sempre um cara muito aberto a escutar”.

Paulinho ou Vinícius Júnior? Zé vê o vascaíno mais maduro

O técnico, que trabalhou com os dois garotos, não fugiu da já tradicional comparação: Paulinho ou Vinícius Júnior? Zé Ricardo fala com propriedade e conta que vê o vascaíno mais maduro que o rubro-negro, dizendo que foi isso que mais chamou a atenção nele em sua chegada ao Vasco. Ele acredita que ambos os garotos farão sucesso na Seleção Brasileira em breve.

“Paulinho é mais maduro. Ele sempre apresentou isso, e me chamou a atenção quando o conheci. Sabia que ele teria um futuro brilhante também, acho que Paulinho e Vinícius Júnior, quem teve a felicidade de trabalhar juntos, certamente eles terão um futuro brilhante na Seleção Brasileira”.

Zé Ricardo deixou o Vasco no dia 2 de junho, logo após a derrota para o Botafogo por 2x1 em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Sua decisão acabou pegando a todos de surpresa, já que o Clube sequer cogitava demiti-lo, mesmo com o resultado negativo. O comandante justificou a sua saída alegando desgaste pessoal.

Zé Ricardo deixou o Vasco em 2 de junho

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