William Batista analisa vitória do Vasco contra o Cuiabá; veja a entrevista coletiva

O técnico interino William Batista analisou o desempenho do Vasco da Gama e comemorou estreia com vitória sobre o Cuiabá.

William Batista durante o jogo contra o Cuiabá
William Batista durante jogo contra o Cuiabá (Foto: André Durão)

Com gol de Jair, de pênalti, o Vasco ganhou do Cuiabá por 1 a 0 na noite desta segunda-feira, no Luso-Brasileiro, voltou a vencer depois de 10 jogos no Campeonato Brasileiro e amenizou a crise. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico interino da equipe, William Batista, revelou uma inspiração nas corridas de Fórmula 1, com direito a vídeo do Ayrton Senna na preleção, para conseguir uma reação na temporada.

– Hoje, na preleção, eu mostrei um vídeo do Ayrton Senna. Vocês vão lembrar que ele larga em quarto, perde a posição, vai para quinto e depois ultrapassa todo mundo na primeira volta. Eu falei pra eles hoje, estruturamos a nossa ideia que hoje seria a nossa primeira curva. Faríamos a primeira ultrapassagem e foi o América-MG. Vamos ver nos jogos seguintes como que vai ser para continuarmos a nossa corrida.

O próximo jogo do Vasco é contra o Botafogo no domingo, às 16h (de Brasília) no Nilton Santos. Mesmo jogando fora de casa, o time não poderá contar com a torcida visitante já que foi punido preventivamente pelo STJD por conta da confusão em São Januário na derrota diante do Goiás.

Veja outras respostas da coletiva

Estreia e fim do jejum

– Estou muito feliz. Estou muito grato aos jogadores que me receberam muito bem, que acreditaram na estratégia que poderíamos fazer hoje. Queria dedicar a vitória para o Gui, o torcedor do Vasco, e para a imensa torcida vascaína também. Acho que todos eles merecem essa vitória há bastante tempo e hoje ela veio. Estou muito grato aos jogadores que se empenharam, se dedicaram e deram o máximo de si. Estou feliz. É um sonho de criança (ser treinador). A gente começa 10 anos atrás trabalhando muito, se dedicando, tendo um propósito de vida que queria vencer e me sinto honrado, privilegiado por ter tido uma estreia que deu alegria ao torcedor. Sem os jogadores não seria possível.

Tira uma tonelada das costas?

– Não… Eu vou dizer assim para você: tonelada não porque é um jogo. É um jogo de futebol. Existem problemas muito maiores na vida social de todos nós de onde de fato a gente tem grandes toneladas nas nossas costas. Hoje entramos para jogar um jogo e vencemos. Isso que aconteceu.

Mudança de estratégia durante o jogo

– Tínhamos percebido que a equipe do Cuiabá tinha dificuldade no controle de profundidade. O pênalti no último jogo (contra o Botafogo) foi assim. Teve alguns lances contra o Corinthians que tiveram vantagem nesse aspecto. Nesse jogo, eles estavam baixando um pouquinho antes, então, controlaram até bem, acho porque falharam nos outros jogos. No segundo tempo, buscamos o passe na frente da linha para gerar um desequilíbrio e poder atacar o gol deles.

Meio de campo sem volante

– A gente estudou o adversário. Acredito que essa questão da profundidade, nas costas da linha de defesa, poderíamos ter uma vantagem em cima disso. Acabou que eles protegeram bem, mas temos jogadores que trabalham com o passe no pé… o Alex (Teixeira), o Marlon (Gomes). O Pec quando vem buscar a bola um pouco mais atrás também consegue se associar com os companheiros. Tudo que estruturamos foi com base no que o adversário poderia nos oferecer para a partida. Acredito que muitas das coisas aconteceram. Tivemos bons ganhos de segunda bola que era importante. Por isso um quadrado no meio-campo e o Pec e o Figueiredo tentando dar profundidade para a equipe.

Vitória em confronto direto

– Tenho falado: “O trabalho devolve”. E eles estão trabalhando para caramba. Trabalharam durante dois dias e hoje se dedicaram ao máximo. A gente sabe que de passo em passo e trabalhando muito, o trabalho vai nos devolver. Vai nos devolver vitória que a torcida vascaína merece. E dá confiança porque não dá para ser hipócrita e dizer que não dá confiança. Dá muita confiança e sabe que isso vai nos ajudar durante os treinos da semana.

Jogo ruim tecnicamente

– Se você pegar que jogar mal é muito relativo. Dentro de uma estratégia, acredito que os jogadores cumpriram tudo aquilo que queria. Como você disse, tecnicamente o jogo, em alguns momentos, ficou em um bloco mais defensivo, tanto a gente quanto eles. Mas a gente sabia também que quando eles tinham que construir, poderiam ter dificuldade. No segundo tempo, aconteceu algumas perdas de posse e conseguimos transitar no campo de ataque. A estratégia como um todo, acima da parte técnica, foi bem executada e bem cumprida e isso que nos deu a vitória.

Clássico contra Botafogo

– Vamos pensar no Botafogo a partir de amanhã. É clássico e, quando é clássico, a gente sabe que representa o Vasco. Vamos buscar dar alegria para o nosso torcedor, mas vou estudar ainda o Botafogo, porque estava muito focado no Cuiabá.

Jogo sem público

– Eu nunca vou dizer que não ter a torcida do Vasco do lado é ruim. É ruim para caramba não ter a torcida. Ter a torcida do Vasco do lado sempre vai ser muito melhor. Eu queria ter feito a minha estreia com São Januário lotado. Não foi possível, mas acho que a gente, em energia, em espírito, todos estavam aqui. É um sonho. Senti um pouquinho na Copa São Paulo, queria sentir ela empurrando dentro do estádio. Queria fazer um agradecimento da diretoria, do Bracks, que me oportunizou nesse jogo de hoje. A gente sabe que oportunizar um jovem de 30 anos tem que ter bastante coragem, mas ele sabe da competência. Então, acho que foi provado hoje.

Quatro dias de trabalho

– Acho que quando o jogador consegue desfrutar, aproveitar do que ele está fazendo, ele está mais próximo da melhor versão dele. Fiz um pedido especial para os jogadores: que eles desfrutassem do jogo. Que eles desfrutassem quando tivessem que defender, que desfrutassem quando tivessem que tirar uma bola e ajudar o Léo Jardim, ao atacar e desfrutassem muito quando o jogo estivesse difícil. Foi bem executado por eles.

“Convocação” do Bracks

– O Bracks me deixou bem à vontade, o Abel (Braga) também em relação as escolhas que poderia fazer. É claro que a gente compartilha tudo em relação a decisão. Mas me deixaram muito à vontade, encorajado para tudo que poderíamos organizar para a partida.

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • Responder

    Deixa o William trabalhar, ele é estrategista, tem capacidade, em 4 dias fez o que o Barbie não fez em 2 meses de campeonato brasileiro, e em 6 meses(só afundando). Esquece Ceni que afundou São Paulo e flamengo, esquece Odair, afundou Santos, o Roger também afundou Gremio…Deixa o William trabalhar o time até o RETURNO, com certeza ele é muito melhor que esses todos aí…é a melhor opção…

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