Vitor Roma cita decepção e diz que confusão com Maracanã arranha relação com rivais

Vitor Roma afirmou que a confusão com o aluguel do Maracanã trouxe arranhão na relação entre Vasco da Gama e grandes do Rio.

Vitor Roma em entrevista ao canal Fanático Vascaíno
Vitor Roma em entrevista ao canal Fanático Vascaíno

O conflito entre o Vasco e o consórcio que administra o Maracanã, formado por Flamengo e Fluminense, extrapolou o jogo do último domingo e deixou arranhões na relação entre dirigentes dos quatro grandes do Rio. A fissura ficou mais clara no grupo de mensagens entre os quatro vice-presidentes dos clubes, no qual o Vasco tornou pública a insatisfação com a condução do aluguel do estádio.

– É uma enorme decepção o que aconteceu. Tínhamos um ambiente de colaboração e achei que estávamos criando uma nova forma de conduzir o futebol no Rio, mas vejo que não é assim. O Vasco está fora da mesa de negociações com este pensamento, disse ao blog o VP do Vasco no grupo, Vitor Roma.

O espaço tem como objetivo pensar soluções coletivas para os clubes nas áreas de marketing e comercial. Criado no ano passado, por ocasião da organização do campeonato carioca, tem sido usado para discutir a união dos clubes em torno de assuntos como venda de direitos de imagem e patrocínios.

Além de Vitor, pelo Vasco, participam do grupo o vice de marketing do Flamengo, Gustavo Oliveira, o diretor de marketing do Fluminense, Ronaldo França, e Jorge Braga, CEO do Botafogo.

O problema extrapola o jogo contra o Cruzeiro, uma vez que o Vasco deseja mandar mais jogos no estádio. Sejam partidas como esta, contra clubes de maior torcida na Série B, ou durante período em que porventura São Januário esteja fechado para realização de obras ou reformas.

– Ainda tenho esperança de ver isso contornado. O Vasco quer jogar grandes jogos no Maracanã, mas quer fazer em parceria com Flamengo e Fluminense. Queremos os três lá. Imaginei que estivéssemos numa era de colaboração, mas esta situação trouxe um arranhão muito grande nesse diálogo pré-estabelecido, declarou Vitor Roma.

O blog procurou outros integrantes do grupo, que confirmaram estarem cientes da insatisfação do Vasco. Na visão deles, houve um “mal entendido” e há esperança de que a insatisfação do Vasco seja uma “rusga passageira”.

O que provocou o conflito?

O valor do aluguel cobrado pelo consórcio para o jogo do Vasco contra o Cruzeiro pegou de surpresa os dirigentes cruzmaltinos. Isso porque o valor fixado na proposta de concessão, enviada pela dupla Fla-Flu, é de R$ 90 mil. Mas o consórcio cobrou R$ 250 mil para o Vasco, diferentemente de outros jogos realizados no estádio. O Vasco tentou argumentar, mas diz que não teve qualquer resposta por parte do estádio. O clube, então, acionou a Casa Civil, que é quem media a concessão do estádio. A questão está sendo analisada junto à Procuradoria do Estado, que vai se manifestar em breve.

São três os documentos que estipulam as regras para uso do Maracanã por Fla e Flu. Um é o Termo de Permissão de Uso. Outro, o Termo de Referência. Neste, os clubes se comprometem a não praticar regras diferentes para as agremiações que queiram alugar o estádio. O terceiro, é a proposta enviada por Flamengo e Fluminense para usar o estádio. Neste documento, a dupla se comprometeu a cobrar o valor de R$ 90 mil para quem quisesse alugar o Maracanã, como mostra o trecho abaixo.

No jogo contra o Cruzeiro, o clube pagou R$ 250 mil somente pelo aluguel. E mais R$ 130 mil pelas despesas de consumo de serviços públicos (água e luz), além de despesas de segurança e demais estruturas do estádio.

Outro ponto de insatisfação do Vasco foi o fato de não ter podido explorar as receitas dos bares e lanchonetes no dia do jogo, em que colocou cerca de 65 mil pessoas no estádio. E o veto por parte do consórcio de uma faixa que seria levada pelo Vasco com os dizeres: Desde 1898 o legítimo club do povo, Club de Regatas Vasco da Gama, Respeito, Igualdade e Inclusão”.

Em nota divulgada após a partida, o consórcio negou que tenha desrespeitado as regras para uso do estádio:

“Não existe, portanto, qualquer tratamento diferenciado ou anti-isonômico. O COMPLEXO MARACANÃ, quando questionado pelo CRVG, prontamente esclareceu que suas premissas estavam equivocadas, na medida em que o CRVG pretendia ter tratamento de custo igual ao dos permissionários, o que é inviável, na medida em que são eles que custeiam, mensalmente, todos os custos e despesas para manutenção e aprimoramento da infraestrutura do Estádio do Maracanã e respondem, assim, pelo resultado final da exploração econômica do estádio.

FLAMENGO e FLUMINENSE são co-permissionários em razão da celebração de Permissão de Uso do Complexo Maracanã (“TPU”), de modo que o valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais), que costumam constar dos borderôs dos jogos realizados por estas equipes no estádio, refletem apenas uma rubrica para fins contábeis, não sendo efetivamente o preço de aluguel do estádio”.

Fonte: Blog da Gabriel Moreira

1 comentário
  • Responder

    É lamentável que no Rio de Janeiro os dirigentes que deveriam fortalecer a integração social e econômica entre os clubes, alguns são individualistas e não tem olhar promissor.

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