Veja 4 fatores que ajudam a explicar a queda de rendimento do Vasco com Renato

Vasco ocupa a 10ª posição no Brasilero, segue vivo na Copa do Brasil e amarga a lanterna do grupo G na Copa Sul-Americana.

Renato Gaúcho em Corinthians x Vasco
Renato Gaúcho em Corinthians x Vasco (Foto: Marcos Ribolli)

Após um início promissor no Brasileiro com Renato Gaúcho, o Vasco atravessa seu primeiro momento de instabilidade na competição. A equipe, que teve um dos melhores desempenhos nas rodadas iniciais, venceu apenas um dos últimos quatro jogos.

Nos primeiros compromissos com o novo treinador, o cenário era bem distinto. O Vasco somou três vitórias e um empate, alcançando um aproveitamento de 83,3%, o segundo melhor desempenho do período no Brasileiro, atrás apenas do Flamengo.

A fase atual, porém, apresenta números bem menos animadores: quatro pontos conquistados em 12 possíveis, o que representa um aproveitamento de 33,3%. A queda de desempenho levanta questionamentos sobre os fatores que explicam a oscilação recente.

Mudança tática

Um dos pontos centrais da análise está na mudança estrutural da equipe. Na fase inicial, o Vasco se organizava defensivamente em um 4-1-4-1, com um volante à frente da zaga, função exercida por Hugo Moura ou Barros, enquanto Thiago Mendes e Tchê Tchê atuavam mais adiantados pelo meio, com Andrés Gómez e Nuno Moreira pelos lados.

A primeira derrota com Renato coincidiu com ajustes nessa configuração. Diante do Botafogo, Rojas entrou como titular, alterando a dinâmica do meio-campo. O jogador passou a atuar à frente da segunda linha de volantes, enquanto Tchê Tchê foi deslocado para o lado direito, modificando o equilíbrio da equipe.

Esse reposicionamento teve impacto direto no rendimento individual e coletivo da equipe. Tchê Tchê, que vinha em boa fase, passou a ter atuações mais discretas e caiu drasticamente de rendimento.

Com menos intensidade defensiva e maior participação em zonas internas ou até pelo lado esquerdo, o volante acabou deixando espaços em seu setor, especialmente nas transições defensivas. Além disso, o time perdeu profundidade pelo lado direito.

Desequilíbrio 

A consequência dessa alteração se reflete também no equilíbrio do sistema ofensivo. Com forte concentração de jogadas pela esquerda, onde atuam Andrés Gómez e Cuiabano, frequentemente apoiados por Thiago Mendes, o Vasco tornou-se mais previsível, reduzindo alternativas de construção pelo lado oposto.

No aspecto defensivo, o problema se repete. O setor direito passou a ser explorado com frequência pelos adversários, que encontram espaços para atacar. Um exemplo foi o gol de Matheus Bidu, do Corinthians, originado justamente por esse corredor.

Cuiabano

Outro fator de atenção é a queda de desempenho de Cuiabano. O lateral vinha sendo um dos destaques do time, com cinco participações diretas em gols nos quatro primeiros jogos sob comando de Renato.

No entanto, nos cinco compromissos mais recentes, incluindo Copa do Brasil e Brasileirão, não voltou a contribuir com gols ou assistências, embora siga como um dos principais nomes ofensivos do elenco no período.

Defesa

Se o ataque perdeu eficiência, a defesa segue como um problema crônico. Em 2026, independentemente da comissão técnica, o Vasco ainda não conseguiu apresentar consistência defensiva.

No Brasileirão, a equipe foi vazada em todas as partidas disputadas até aqui, acumulando 19 gols sofridos em 16 jogos. A única exceção sem gols sofridos com o time titular ocorreu na vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu, pela Copa do Brasil.

O desempenho como visitante também reforça o cenário de dificuldades. O Gigante da Colina ainda não venceu fora de casa no campeonato e já viu pontos escaparem de forma repetida.

Em três jogos longe do Rio sob comando de Renato, o Vasco sofreu gols nos minutos finais contra Cruzeiro, Coritiba e Remo, transformando possíveis vitórias em empates. Contra o Corinthians, mesmo com um jogador a mais por cerca de uma hora, a equipe também não conseguiu pontuar.

Em meio à fase de oscilação, o Vasco volta a campo nesta quinta-feira pela Copa Sul-Americana. A equipe enfrenta o Olimpia, pela terceira rodada da fase de grupos, em São Januário, em busca de reação e retomada de confiança.

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2 comentários
  • Responder

    Quando da saída demorada de Diniz e , o nome de Renato , me posicionei contra como foi a de Diniz , o Vasco precisa de um treinador que dê equilíbrio emocional e psicológico ao elenco , um jogador tem uma atuação boa em um jogo e , no outro ele é barrado .Sua defesa é vazada porque sua zaga fica exposta é preciso fixar Barros e Vitor Hugo em seu campo de defesa e liberar Thiago Mendes ou Rojas para armar as jogadas com Nuno na ida e vinda como vinha fazendo com Gomes ou DVD aberto na ponta esquerda com Spinelli infiltrado , este é o time que tem que ser treinado e escalado .

  • Responder

    Resumindo: precisamos de um técnico CORAJOSO urgentemente, não desses covardes que armam o time só pra se defender e mesmo assim, acaba perdendo.
    Jogadores bons. não craques mas bons, o Vasco tem só falta um técnico pra colocar cada peça em seu lugar.

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