Vasco x Palmeiras terá o reencontro de Ricardo Sá Pinto e Abel Ferreira

Ricardo Sá Pinto e Abel Ferreira já jogaram e tramalharam juntos, e neste domingo se enfrentam defendendo Vasco e Palmeiras.

Ricardo Sá Pinto e Abel Braga se enfrentam neste domingo
Ricardo Sá Pinto e Abel Braga se enfrentam neste domingo (Foto: ge)

A nacionalidade não é a única coisa que une os portugueses Ricardo Sá Pinto e Abel Ferreira, adversários neste domingo em Vasco x Palmeiras, às 16h, em São Januário. O encontro na abertura do returno do Campeonato Brasileiro coloca frente a frente amigos de longa data, que foram colegas enquanto jogadores e membros de comissão técnica do tradicional Sporting.

– A minha relação com o Abel começou nos tempos em que jogamos juntos no Sporting. Como era bem mais velho, com uma diferença de seis a sete anos, estava numa fase de terminar a carreira. Terminei, fui fazer os meus cursos de treinador, me licenciei, fiz mestrado e defendi uma tese. Depois comecei a treinar como auxiliar e posteriormente assumi o cargo de principal treinador do sub-19. E o Abel terminou a carreira e foi meu adjunto. Fomos campeões nacionais nessa altura, eu assumi o time principal, e ele ficou como principal do sub-19 – declarou Sá Pinto.

Abel e Sá Pinto jogaram juntos de 2005 a 2006, mas os laços se tornaram mais fortes em outras funções. No ano de 2011, o hoje palmeirense foi convidado pelo vascaíno, àquela altura treinador principal do Sporting sub-19, para ser seu auxiliar.

– É verdade, quando olhamos para nossa linha de vida, há muitas pessoas que marcaram nela. Eu deixei de jogar futebol com 20 e poucos anos. Ele convidou-me para ser assistente dele, estive com ele, ele me deu a chance de começar o sub-19 do Sporting – falou o palmeirense.

Quase 10 anos depois, Sá Pinto explica por que decidiu apostar em Abel Ferreira na base dos Leões.

– Conhecia-o bem, sabia da capacidade e da paixão que ele tinha pelo treino. Achei que naqueles quatro meses era a pessoa ideal para tomar conta de uma equipe que já o conhecia. Os jogadores gostavam dele e o respeitavam, e ele se sentia preparado. Foi natural. Achei que era ele – resumiu o vascaíno.

Apesar de elogios de um lado e do outro, a velha máxima “amigos, amigos, negócios à parte” não poderia deixar de se fazer presente.

– Pelo estudo e pela pesquisa que fiz, as torcidas se respeitam muito. É verdade que os treinadores também. Ele é meu amigo, mas, dentro do campo vou fazer tudo para ganhar. Essa é nossa função, é pra isso que trabalhamos, mas dentro de campo cada um luta por si. Os portugueses são bons como brasileiros, espanhóis, ingleses, é tudo uma questão de estudo, de partilha. Quanto mais tempo nos dedicamos à profissão, melhor seremos – contou Abel.

– O período foi bom. Quando éramos jogadores tínhamos boa relação. Depois como treinador e adjunto era boa também. Ele estava sempre disponível para ajudar, dava sua opinião. Sempre tivemos uma boa relação, como temos hoje em dia. O Abel é uma excelente pessoa, muito tranquilo e bem disposto. Gosta do que faz. É dedicado, ambicioso e é um treinador desta nova geração com muita capacidade e que tem feito bons trabalhos. Gosto da seriedade, da honestidade e da gratidão que ele tem. Isso também são grandes virtude – respondeu Sá Pinto.

Sá Pinto e Abel jogaram juntos, treinaram juntos e chegaram ao Brasil pelas mesmas mãos. Os empresários Hugo Cajuda e Bruno Carvalho foram os responsáveis pelas negociações com Vasco e Palmeiras.

Semelhanças não faltam, e Sá Pinto e Abel geralmente estiveram do mesmo lado, mas confrontos não são novidade. O primeiro, aliás, foi disputado em 6 de abril de 2003, de acordo com site de estatísticas “ogol”, e reserva uma série de curiosidades. O Sporting do atacante Pinto recebia o Vitória de Guimarães do lateral-direito Abel.

Ídolo do Sporting, Sá Pinto estava em sua segunda temporada desde que havia voltado da Espanha e vestia a “camisola” 10. Neste jogo, porém, o atacante começou no banco e entrou após o intervalo.

Quem também entrou na segunda etapa pelos Leões e tinha apenas 18 anos é o superastro Cristiano Ronaldo, que à época ainda era reserva. O também badalado Quaresma era outro representante do Sporting.

O duelo terminou 1 a 1, com gols de Fangueiro para o Vitória e de Hugo para o Sporting. O leonino, aliás, foi abraçado por Sá Pinto no gol. Mas quem pensa que o vascaíno se lembra do duelo, engana-se.

– Não me lembro desse jogo, nem que o Cris tenha jogado comigo nesse jogo. Lembro de o Cris ter jogado comigo em outros jogos. Não estou lembrado, eu jogava numa posição mais avançada ou na ponta-direita, por isso é que provavelmente não encontrei no lado esquerdo e não lembro desse jogo.

Se o empate por 1 a 1 no Alvalade há 17 anos não ficou na memória de Sá Pinto, o jogo deste domingo promete em termos de emoção. O Palmeiras vem embalado, e o Vasco precisa se afastar do perigo. Será que os vascaínos vão dançar o “Vira” no duelo de técnico lusitanos ou Abel quem vai rir por último? Aguardem!

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • antonio c d de carvalho - 7 de novembro de 2020

    QUANDO EU SEMPRE FALO ENQUANTO AS ABELHAS DE FERRAO ESTIVEREM DE OLHO NO MEL DO VASCO A COMEIA VAI FICAR SEMPRE VAZIA E A DESEJAR POLITICA DO VASCO E UMA BIZARRISSE abelhas gulosas ferrando o clube não teo nem ai pro futebol mais pelo mel que o clube produz

    Responder
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