Vasco x Boca no Paraguai? Pedrinho reage e faz forte desabafo sobre o Maracanã
Pedrinho detona hipótese de Vasco x Boca no Paraguai e diz que disputa por Maracanã com Fla-Flu deixou de ser técnica.

Antes do jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana, contra o Boca Juniors, nesta terça-feira, Pedrinho, presidente do Vasco, concedeu entrevista à ESPN e falou sobre o imbróglio envolvendo a segunda partida do confronto, que está prevista para acontecer no Maracanã, na próxima semana.
Na tarde desta terça, o Consórcio Fla Flu entrou com recurso para derrubar a decisão que permite o jogo no estádio, e o Vasco foi informado pela Conmebol que em caso de nova mudança, existe a possibilidade de transferir a partida para fora do Brasil. Pedrinho detonou a possibilidade e dissertou sobre o tema:
– Em 2026 pedimos três jogos com antecedência, e só pedi porque eu sou proibido, por não cumprir alguns regulamentos da Conmebol (para jogar em São Januário). Muitas vezes eles dizem que não reconhecem o contrato, mas foi assinado por Flamengo e Fluminense, só não foi na esfera jurídica pelo Consórcio. A decisão tomada pelo TJ foi pela segurança, não pelo gramado. Agora dentro do ônibus eu soube que entraram com esse recurso e que existe esse relatório da Conmebol que pode tirar o jogo do Brasil para o Paraguai. Acho que é uma covardia com a instituição e com a competição – disse o presidente.
Segundo documento divulgado no site oficial do STJ, o Consórcio Fla Flu ingressou com uma suspensão de segurança. O caso deve ser analisado pelo presidente da Corte, o ministro Luis Felipe Salomão. O ministro é tio de Paulo Salomão, que deixou o cargo em de vice-presidente geral da gestão Pedrinho no final do ano passado. A petição foi apresentada para apreciação e aguarda as próximas etapas do processo.
Questionado sobre o tema, o presidente Pedrinho reforçou que acredita que a questão principal não é mais o gramado do Maracanã, que poderia ser afetado para a sequência da temporada, e assumiu “problemas pessoais” com BAP, presidente do Flamengo:
– Mesmo se não houvesse o contrato com o Consórcio e eu pedisse para jogar no Maracanã, pelo bom senso, poderia haver a gentileza. Um jogo não vai estragar o gramado. Hoje eu assumo esse conflito com o presidente do Flamengo. Virou uma coisa menos técnica e mais para ver quem tem a tinta mais pesada para prevalecer. Não estou medidno força para parecer poderoso e sim porque eu preciso jogar. Se o BEPE não me garante segurança para 4 mil pessoas em São Januário, preciso jogar no Maracanã. Queria que o BEPE esclarecesse isso.
Antes do recurso apresentado por Flamengo e Fluminense, o Vasco havia conseguido nova liminar na manhã desta terça, concedida pelo esembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto. Com a sentença, o Vasco voltou a vender os ingressos para o jogo, que agora estão esgotados. Pedrinho destacou que o número de ingressos comercializados também pode se tornar um impeditivo para transferir a partida de local:
– Já abrimos a venda e já esgotaram os ingressos, o que tira até da possibilidade do Engenhão. Eu acredito que tenha virado pessoal. A questão do gramado, sabemos, um jogo não vai prejudicar. Eles teriam direito de negar, mas pela questão do contrato e do bom senso… Eu peço com antecedência e pela necessidade, então é para uma questão de bom senso. Eu espero que esteja enganado sobre ser algo pessoal, estou sendo processado pelas coisas que falei e é justo. Mas quando as coisas saem do pessoal, precisa haver respeito com o Vasco. Espero que não seja uma picuinha de presidentes que faça o Vasco jogar fora do Brasil. Espero que seja feita a justiça.
Vasco e Boca Juniors disputam nesta terça o jogo de ida das semifinais da Sul-Americana, às 21h30 (de Brasília), na Bombonera. A volta será na próxima terça-feira.