Vasco vira com dedo de Renato Gaúcho e força do banco; veja análise completa

Substituições, pressão e protagonismo de Gómez explicam a virada do Vasco da Gama sobre o São Paulo em São Januário.

Renato Gaúcho em jogo do Vasco contra o São Paulo
Renato Gaúcho em jogo do Vasco contra o São Paulo (Foto: André Durão)

A vitória do Vasco por 2 a 1 sobre o São Paulo é um retrato fiel do momento da equipe sob comando de Renato Gaúcho: um time ainda irregular dentro do jogo, mas competitivo, resiliente e com respostas vindas do banco.

O próprio treinador resumiu bem o sentimento ao afirmar que “não precisava sofrer tanto”, e isso passa diretamente por um primeiro tempo pouco agressivo, previsível e vulnerável defensivamente.

Na etapa inicial, o Vasco teve mais posse, mas foi estéril. Apostou excessivamente em bolas alçadas na área e pouco atacou os espaços. O gol sofrido nasce justamente de um erro coletivo recorrente: desorganização defensiva em bola longa e falha técnica no desvio de Cuiabano, seguida de passividade da zaga.

Robert Renan e Cuesta não conseguiram neutralizar Calleri, e Luciano aproveitou o rebote com liberdade. Era um Vasco que tinha volume, mas não tinha profundidade, e ainda oferecia espaços. Veja os melhores momentos da partida.

A virada começa no intervalo, e aqui está o principal mérito de Renato. Ao tirar Tchê Tchê, que como ele mesmo disse, “aceitava muito a marcação”, e colocar Adson, o time ganha ruptura, drible e agressividade pelo lado.

A entrada de Puma Rodríguez, além da questão física de Paulo Henrique, também elevou o nível ofensivo da lateral. O Vasco deixou de ser previsível e passou a atacar com mais dinâmica, especialmente pelo lado direito.

Com Adson, o time passou a quebrar linhas, algo que não existia no primeiro tempo. Ele participou diretamente do lance do segundo gol e foi fundamental para empurrar o São Paulo para trás.

Puma, por sua vez, foi decisivo: cobrou e converteu o pênalti, ainda que com falha do goleiro, e também participou da jogada da virada. As mudanças não foram apenas de peças, mas também de comportamento.

Outro ponto importante foi a insistência. Andrés Gómez, que já havia sido o mais perigoso no primeiro tempo (bola na trave), simboliza esse Vasco mais vertical e agressivo na etapa final.

O gol da virada, aos 42 minutos, nasce de pressão contínua, segunda bola e presença na área, características que faltaram antes do intervalo. É o tipo de lance que premia quem empurra o adversário para trás.

A fala de Renato sobre elenco “não tem time A, time B” também se materializa no jogo. O Vasco venceu porque quem entrou decidiu. Adson e Puma mudaram o jogo, e jogadores como Spinelli ajudaram a dar presença ofensiva. Isso reforça a ideia de um grupo mais competitivo e preparado fisicamente, algo que o treinador também destacou ao defender a rotação.

Por fim, há um componente emocional que não pode ser ignorado. São Januário teve papel ativo na virada. O time cresceu junto com a arquibancada, e Renato fez questão de reconhecer isso. Veja o público e renda.

Em um cenário de calendário apertado e necessidade de recuperação na tabela, vencer dessa forma, mesmo com sofrimento, fortalece confiança e dá sinais de evolução.

No fim, a análise da partida confirma a própria leitura do treinador: o Vasco ainda precisa ser mais consistente para não sofrer tanto, mas já mostra capacidade de reação, força de elenco e um caminho claro de crescimento dentro da competição.

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