Vasco teme perder janela por atraso em empréstimo de R$ 150 milhões
Vasco teme que recursos só sejam liberados após o fechamento da janela e estuda recorrer da decisão para acelerar contratações.

O Vasco vive um cenário de incerteza nos últimos 23 dias da janela de transferências. O Cruzmaltino aguarda uma definição da Justiça sobre o novo pedido de empréstimo DIP, modalidade destinada a empresas em recuperação judicial, no valor de R$ 150 milhões.
Antes de analisar o pedido, a juíza responsável pelo processo determinou a apresentação de um relatório detalhado de auditoria. A elaboração do documento deve levar pelo menos 15 dias, segundo a previsão interna do clube, aumentando a preocupação com o prazo para utilizar os recursos ainda durante a janela, que se encerra em 11 de setembro.
O trâmite também envolve uma série de etapas e aprovações. Qualquer movimentação jurídica do Vasco precisa passar pelos dois interventores, pelo Ministério Público, pelo Gatekeeper e, por fim, pela juíza do caso.
Diante do risco de os R$ 150 milhões serem liberados somente após o fechamento da janela, a diretoria estuda apresentar um agravo contra a decisão ou um pedido de reconsideração. A intenção é tentar acelerar o processo e obter acesso aos recursos a tempo de avançar nas negociações em andamento.
A verba seria fundamental, principalmente, para o pagamento das entradas de futuras contratações. O planejamento do Vasco tem sido concentrar a maior parte das parcelas para o próximo ano, mas as negociações normalmente exigem o desembolso imediato de uma quantia em 2026. Sem o empréstimo, o Clube encontra dificuldades para oferecer essas garantias financeiras.
No mercado, o Vasco busca um centroavante e já tem conversas e um mapeamento mais avançado para reforçar também a defesa e o meio-campo. No entanto, a tendência é que as tratativas encontrem obstáculos enquanto não houver segurança sobre a disponibilidade dos recursos.
Caso o empréstimo não seja liberado a tempo, a diretoria poderá mudar a estratégia nos últimos dias da janela. Jogadores livres no mercado e oportunidades de empréstimo, opções que até agora não eram prioridade, podem ganhar força como alternativas para reforçar o elenco.