Vasco tem pior desempenho de abril na Série A e já faz contas no Brasileiro
Sem vitórias nas últimas cinco partidas, Vasco da Gama ainda não venceu no mês de abril e já flerta com a zona de rebaixamento.

O Vasco da Gama registra, ao lado do Mirassol, o pior desempenho entre os 20 clubes da Série A no mês de abril. Apesar de um início promissor sob o comando do técnico Renato Gaúcho, a equipe somou apenas três pontos nos cinco jogos disputados nos primeiros 14 dias do mês, sem conquistar vitórias.
A média de 0,6 ponto por partida, em um calendário com jogos a cada três dias, expõe limitações de um elenco que ainda carrega deficiências observadas desde a gestão de Fernando Diniz, especialmente a ausência de um armador clássico.
Na tabela do Brasileiro, o 13º lugar, com apenas uma derrota nas últimas sete rodadas, ameniza a percepção de crise. Sob a nova comissão técnica, o time mantém invencibilidade como visitante e conquistou vitórias em casa contra Palmeiras, Fluminense e Grêmio.
Ainda assim, os empates cedidos após sair na frente contra Remo, Botafogo, Coritiba e Cruzeiro evidenciam problemas recorrentes, como falhas de concentração e ausência de liderança em campo.
A meta estabelecida pela comissão técnica é alcançar 45 pontos ao fim das 38 rodadas, pontuação considerada suficiente para evitar o rebaixamento. Para isso, o planejamento prevê que a equipe chegue à 18ª rodada, última antes da pausa para o Mundial, com 24 pontos.
Atualmente com 13, o Vasco precisa somar mais 11 pontos nos próximos sete compromissos, sendo quatro deles no Rio de Janeiro. A sequência inclui confrontos contra São Paulo, em São Januário, Corinthians, fora de casa, e Flamengo, no Maracanã, além de partidas pela Copa do Brasil e Sul-Americana.
Diante do calendário apertado, a comissão técnica tem utilizado a competição continental como espaço para rodar o elenco, promovendo a adaptação de jogadores recém-chegados e dando oportunidades a atletas mais jovens.
O desafio é elevar o nível de competitividade da equipe. Aspectos como preparo físico, equilíbrio emocional, concentração e recuperação ganham protagonismo, enquanto as questões técnicas e táticas não aparecem como os principais entraves para o objetivo de permanência na elite.
Internamente, a avaliação é de que houve evolução em termos de entrega, mas ainda falta criatividade para transformar desempenho em resultados consistentes.