Vasco pede revogação de intervenção na SAF e cita ‘paralisia institucional’
Vasco da Gama alega que decisão inviabilizou a gestão da SAF e pede o restabelecimento da estrutura administrativa da empresa.

O Vasco ingressou na Justiça nesta quarta-feira (1) com um pedido para revogar a decisão que determinou a intervenção na SAF e restabelecer a estrutura de governança da empresa. Na petição, o Cruzmaltino afirma que a medida teve efeito oposto ao esperado e resultou em uma “paralisia institucional sem precedentes”.
Entre as solicitações apresentadas, o Vasco pede o retorno dos três integrantes do Conselho de Administração afastados pela decisão judicial, o cancelamento dos efeitos da nomeação da gestora judicial, que renunciou ao cargo nesta semana, e a retirada da exigência de anuência da 777 Carioca para uma eventual venda das ações da SAF.
No documento protocolado à Justiça, o Vasco fundamenta o pedido com base no Código de Processo Civil, na Lei de Arbitragem e na Lei de Recuperação Judicial e Falências. O CRVG requer a reconsideração integral da decisão para que sejam reconduzidos aos cargos os conselheiros Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias.
Também solicita o restabelecimento da prerrogativa do clube, na condição de acionista controlador provisório reconhecido por decisão transitada em julgado, para recompor a administração da Vasco SAF e praticar os atos societários correspondentes.
O Vasco argumenta que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração. Segundo a petição, o afastamento de três conselheiros deixou apenas um membro em atividade, número insuficiente para atingir o quórum necessário para deliberações. Além disso, o Clube afirma que está impedido de indicar novos integrantes justamente em razão da decisão judicial.
Na manifestação, o CRVG sustenta ainda que a medida comprometeu negociações consideradas estratégicas durante a janela de transferências e dificultou o processo de captação de um novo investidor para a SAF. O clube destaca, inclusive, trecho de relatório elaborado pela própria interventora, no qual a venda da sociedade é apontada como um interesse comum do CRVG, da 777, dos funcionários e da torcida.
Na última terça-feira (25), o Vasco havia encaminhado acordos para contratar Franclim Carvalho e Nelson Deossa, mas as negociações não avançaram por falta de segurança jurídica para as partes envolvidas.
Outro ponto contestado é a exigência de anuência da 777 Carioca para uma eventual alienação das ações da SAF. Para o Vasco, há contradição em condicionar a operação à autorização da empresa enquanto seus direitos políticos permanecem suspensos.
Além da revogação da intervenção, o Vasco também solicita que a Justiça determine que a 777 Carioca apresente documentação capaz de comprovar os poderes de representação de Mark Shapiro, responsável pela procuração anexada ao processo. De acordo com o clube, os documentos apresentados até o momento não demonstram de forma suficiente a legitimidade da representação da empresa estrangeira.