Vasco leva carta de Lamacchia à Justiça e aponta impacto na venda da SAF

O Vasco protocolou nesta quarta-feira (8), na Justiça do Rio, uma carta do empresário Marcos Lamacchia sobre a venda da SAF. No documento, o investidor afirma que a intervenção judicial interrompeu a conclusão da compra de 90% da empresa. Segundo ele, a mudança na governança criou insegurança jurídica e impediu a assinatura dos contratos.
A manifestação foi encaminhada aos interventores judiciais Adriana Campos Conrado Zamponi e Alexandre Cordeiro Macedo. Lamacchia afirma que, após mais de dois anos de negociações, as partes chegaram a um acordo sobre todos os pontos essenciais da operação. Restavam apenas a assinatura dos documentos e o início do processo competitivo previsto no Plano de Recuperação Judicial.
Apesar da crítica à medida, o empresário afirma que não pretende questionar a decisão que afastou Pedrinho, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias da administração da SAF do Vasco. Ainda assim, ele sustenta que a alteração na governança interrompeu a negociação justamente na etapa final.
Segundo Lamacchia, a decisão retirou das tratativas os representantes que conduziram o processo desde o início. Como consequência, a operação perdeu as condições necessárias para avançar. Na avaliação do investidor, a incerteza institucional passou a ser o único obstáculo para concluir a compra.
Lamacchia estabelece condições para concluir o negócio
Mesmo com o impasse, Lamacchia reafirma o interesse em adquirir 90% da SAF do Vasco. Ele informa que está pronto para assinar os contratos assim que o ambiente jurídico voltar a oferecer segurança para a operação.
Para isso, o empresário estabelece duas condições. A primeira é o fim da intervenção judicial e o retorno dos integrantes afastados do Conselho de Administração. A segunda prevê o saneamento de eventuais irregularidades apontadas pelas autoridades competentes.
Além disso, o investidor destaca que não existe qualquer divergência sobre os termos comerciais da negociação. De acordo com a carta, todas as condições do acordo já foram definidas. Assim, o único fator que impede a assinatura dos contratos é o cenário de instabilidade criado pela decisão judicial. Com essa manifestação, o Cruzmaltino busca reforçar o argumento de que a intervenção afeta diretamente a venda da SAF.
Agora, a carta passa a integrar o processo e poderá servir como um dos elementos analisados pela Justiça nos recursos apresentados pelo Vasco da Gama. Enquanto o caso segue em tramitação, a intervenção permanece em vigor. Com isso, a conclusão da venda da SAF continua sem prazo definido, embora o interesse de Lamacchia no investimento permaneça. O Time de São Januário aguarda os próximos desdobramentos do processo.