Vasco ganha fôlego na luta contra o Z4 e muda chave para duelo com o Palmeiras

Vitória histórica contra o Athletico-PR fez Vasco encerrar jejum e poder focar exclusivamente no Palmeiras, na Copa do Brasil.

Jogadores do Vasco na Arena da Baixada
Jogadores do Vasco na Arena da Baixada (Foto: Matheus Lima/Vasco)

A escalação inicial assustou alguns torcedores: o Vasco não havia atuado com três zagueiros desde a chegada de Pedro Emanuel. Mesmo assim, o treinador português optou pela mudança na tática diante do Athletico, na Arena da Baixada, em jogo da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O que começou mal, com a equipe saindo atrás, terminou com o fim de um incômodo jejum de 19 anos sem vencer no território rival: triunfo por 3 a 1 na noite de quarta-feira.

O primeiro tempo do Vasco foi bem ruim. Além dos três zagueiros, o time contou com a presença de Sosa, volante de marcação, à frente da defesa. Com mais jogadores perto do gol, o argentino teve mais responsabilidades com bola no pé, o que não é seu ponto forte. O Athletico soube explorar isso, pressionando passes do camisa 5.

O gol de Mendoza, em chute de fora da área, nasce justamente de uma falha no posicionamento entre o miolo de zaga e os volantes. O colombiano recebeu completamente livre e teve tempo suficiente para ajeitar o corpo antes de mandar para a rede.

Mais uma vez, o Vasco, apesar da atuação pouco criativa na etapa inicial, ficou na bronca com a arbitragem: Brenner foi derrubado por Mycael dentro da área, e o árbitro Ramon Abatti Abel sequer revisou o lance no VAR. PC Oliveira, analista de arbitragem dos Canais Globo, entendeu que houve penalidade.

A situação mudou no intervalo, quando Pedro Emanuel corrigiu justamente o maior problema da etapa inicial: a formação com três zagueiros foi mantida, mas Sosa saiu para a entrada de Colidio. O Vasco ganhou mais um jogador à frente, reforçando as opções de passe no meio-campo e ajustou-se à marcação da equipe adversária.

As mudanças, além de ajudarem a equilibrar a parte criativa, fizeram o Vasco aparecer mais para o jogo a partir de Lescano. O camisa 22, isolado no primeiro tempo, foi peça fundamental para buscar a virada apesar de não ter feito gols ou dado assistências. Foi o argentino, justamente diante dos novos espaços conquistados no meio, o responsável por levar a bola da defesa ao ataque. A partir disso, caminhos se abriram.

Vale ressaltar que a atuação era de pouca criatividade até o gol de empate sair. Cuiabano, que até então fazia um jogo irregular, cruzou forte para a área e contou com desvio contra de Aguirre. A partir disso, criou-se a blitz, e o time soube capitalizar o momento de pressão vinda das arquibancadas, com críticas ao goleiro Mycael, mais a empolgação por um gol com pitada de sorte.

O acaso não foi necessário para os outros dois gols, que saíram em uma blitz vascaína. Com mais homens à frente, triangulações e ultrapassagens tornaram-se comuns. Na segunda bola na rede, Puma Rodríguez passou sozinho à linha de fundo e cruzou na medida para Bruno Duarte marcar; na terceira, Gabriel Pereira cabeceou após falta de Colidio.

Mais do que o resultado, a vitória indica que Pedro Emanuel encontrou uma nova maneira de escalar a equipe, que praticamente só atua com formações táticas baseadas em pontas há quatro anos. O desempenho passou longe de ser perfeito, é verdade, mas o segundo tempo traz luz promissora para quando o português quiser uma alternativa ao elenco.

A equipe também respira (e muito) na luta contra o rebaixamento: o time chegou aos 41 pontos e abriu quatro do Grêmio, primeiro time no Z-4. O Vasco, vale ressaltar, ainda tem partida atrasada contra a Chapecoense, na Arena Condá, no dia 14.

O resultado resgata a moral de que o elenco e, principalmente, Pedro Emanuel precisavam antes de enfrentar o Palmeiras, no domingo, pela semifinal da Copa do Brasil. O time carioca saiu atrás, perdendo por 1 a 0 no jogo de ida, e tentará a virada em São Januário.

Fonte: Globo Esporte

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