Vasco estreia em casa no Brasileiro com indefinição sobre reforma de SJ

O Vasco estreia como mandante do Brasileiro nesta quinta-feira, enquanto aguarda definição sobre as retoma de São Januário.

São Januário terá nova iluminação
São Januário terá nova iluminação (Foto: Guito Moreto/Agência O Globo)

O Vasco vai abrir a campanha como mandante do Campeonato Brasileiro em São Januário nesta quinta-feira, contra a Chapecoense. Pelo segundo ano seguido, o clube viveu a expectativa de iniciar as obras no estádio, mas elas novamente foram adiadas.

As obras estão em compasso de espera e indefinição porque o Vasco depende da venda do potencial construtivo. A SOD Capital, construtora que tem opção de exclusividade até o próximo dia 12, sinalizou que pagaria mais de R$ 500 milhões porque tem interesse em utilizar o espaço em um terreno na Barra da Tijuca.

No entanto, cada vez mais integrantes da diretoria acreditam que a empresa não vai exercer a preferência de compra. Este é o terceiro prazo estendido que o Vasco dá para a SOD Capital.

Membros da diretoria se reúnem toda quarta-feira com investidores, membros de empresas de construtoras e políticos. Nesta semana, a novidade no encontro foi a presença de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, que se envolveu na questão porque não está satisfeito com a demora na definição de São Januário.

O vereador Pedro Duarte publicou vídeo nas redes sociais no qual previu que haverá novas empresas na disputa pelo potencial construtivo de São Januário.

— O prefeito convidou várias empresas grandes, sérias e que têm capacidade de levar esse projeto. Elas estavam aqui hoje para ouvir diretamente do presidente que o potencial construtivo volta ao mercado. Esse é um projeto prioritário para a nossa cidade. As empresas falaram que têm interesse em fazer essa compra, umas falaram que já estavam em negociação e agora poderão avançar – afirmou o vereador.

Apesar da declaração, o Vasco ainda não descarta a SOD Capital. O clube enxergou a reunião como positiva por dois pontos: posicionar-se no mercado e, naturalmente, pressionar a empresa que atualmente possui preferência a tomar uma decisão sobre o potencial construtivo.

Com auxílio do prefeito e anuência do presidente do clube, Pedrinho, executivos da Prefeitura do Rio de Janeiro mostraram o projeto do potencial construtivo do estádio para outras construtoras, empresas e gestoras de investimentos.

A intenção foi deixar claro para o mercado que o clube carioca ficará “livre” a partir de 13 de fevereiro, um dia após o fim da preferência da SOD Capital.

O clube trabalha, neste momento, com um orçamento de R$ 800 milhões para que a revitalização de São Januário seja sustentável. O valor não é definitivo, mas representa uma nova estimativa: no início do projeto, o custo previsto era de R$ 500 milhões.

O aumento se deve, segundo apuração do ge, à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há bastante tempo. A principal fonte de receita projetada para complementar o orçamento é a venda dos naming rights do estádio, embora outras formas de captação não estejam descartadas.

O clube não indica uma previsão para o início das obras. A diretoria já tratava como improvável o início das obras para o primeiro semestre de 2026 e aguarda os próximos passos da compra do terreno.

O potencial construtivo diz o quanto você pode construir em seu próprio terreno respeitando a zona da cidade em que ele está localizado. Toda cidade tem um plano diretor com as características de cada região. E cada uma dessas áreas tem regras próprias para construção.

O terreno onde está localizado São Januário, por exemplo, é enorme e tem um grande potencial construtivo, mas um estádio não demanda a utilização de todo esse potencial. A negociação com a prefeitura visa a autorização para que essa capacidade de construir a mais seja transferida para o Vasco em outro local.

Fonte: Globo Esporte

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