Vasco dribla crise de caixa e fecha janela com 6 reforços sem vender a SAF
Vasco da Gama fecha a janela com seis reforços mesmo sem vender a SAF, usando pagamentos parcelados, valores futuros e empréstimo.

O Vasco encerrou nesta sexta-feira (12) a segunda janela de transferências de 2026 com seis reforços para o elenco de Pedro Emanuel. Mesmo sem concluir a venda da SAF e convivendo com limitações financeiras, o Cruzmaltino encontrou alternativas para viabilizar as contratações sem concentrar os pagamentos no curto prazo.
Admar Lopes anunciou as chegadas do lateral-esquerdo Paulinho, do zagueiro Gabriel Pereira, do volante Santiago Sosa, do meia Alan Lescano e dos atacantes Colidio e Bruno Duarte. O Vasco da Gama ainda tentou contratar Richarlison, do Tottenham, até o último dia da janela, mas não chegou a um acordo com o atacante.
A estratégia adotada pela diretoria envolveu pagamentos parcelados e compromissos financeiros para períodos futuros. Sosa, Colidio e Lescano foram contratados em definitivo, com parte dos valores prevista para ser paga a partir de 2027. Juntos, os três negócios representam aproximadamente R$ 95 milhões.
Bruno Duarte foi adquirido em definitivo por cerca de US$ 2 milhões, aproximadamente R$ 12 milhões, com o pagamento previsto para o fim deste ano. Já Gabriel Pereira chegou por empréstimo do FC Copenhagen, da Dinamarca, em uma operação de cerca de R$ 9 milhões. O vínculo prevê opção de compra, que pode se tornar obrigatória caso o jogador cumpra metas estabelecidas em contrato.
Paulinho foi o único reforço que não gerou custo de transferência nesta janela. O lateral-esquerdo havia assinado um pré-contrato com o Vasco em janeiro e chegou ao clube sem pagamento pela aquisição. Apesar disso, ainda não fez sua estreia pelo Gigante da Colina.
As movimentações aconteceram paralelamente ao processo de venda de 90% da SAF. A Justiça autorizou um novo empréstimo de até R$ 150 milhões para reforçar o caixa e marcou para 25 de setembro a abertura do processo competitivo pela SAF. A proposta-base de Marcos Lamacchia prevê R$ 500 milhões em aportes exclusivos para o futebol, além de compromissos relacionados às obrigações da recuperação judicial.