Vasco de Carille estreia dominando o meio-campo e sofrendo pouco defensivamente 

Time principal do Vasco da Gama fez sua primeira partida em 2005 contra o Madureira, pela quarta rodada do Carioca.

Carille em jogo do Vasco contra o Madureira
Carille em jogo do Vasco contra o Madureira (Foto: Antonio Pereira/AGIF)

Foi só o primeiro jogo do time principal na temporada 2025, mas o Vasco de Fábio Carille entregou muita posse de bola e apresentou algumas ideias promissoras na vitória por 2 a 0 sobre o Madureira nesta quinta-feira, em Manaus. E o mais importante: venceu a primeira no Campeonato Carioca.

Dos 90 minutos da partida disputada na Arena Amazônia, provavelmente só os primeiros 55 ou 60 são dignos de análise. Daí para frente, o time sentiu a falta de ritmo natural do início de temporada e dosou o ímpeto. O gol de Vegetti no último lance selou a vitória de uma equipe que foi superior, mas que não criou tantas chances quanto o domínio sugere.

Nas primeiras semanas de trabalho, Carille prometeu um Vasco com posse de bola e compacto em campo, além da conhecida segurança defensiva que é característica dos seus trabalhos. E o time entregou tudo isso no primeiro jogo sob seu comando, mas ajustes terão que ser feitos.

O principal deles: a equipe encontrou poucas soluções perto da área e precisa saber o que fazer no último terço do campo. Também faltaram jogadas de velocidade pelas pontas, o que explica a baixa produtividade de Vegetti.

O Madureira cresceu na partida e passou a ocupar mais o campo ofensivo a partir do momento em que o Vasco cansou. Dessa forma, quase igualou o número de finalizações: nove contra sete. Mas o time de Carille sofreu pouco, e Léo Jardim quase não trabalhou na quente capital amazonense. Nesse sentido, o zagueiro Lucas Oliveira estreou bem com a camisa cruz-maltina e fez dupla segura ao lado de João Victor. Outro estreante, Tchê Tchê contribuiu com assistência e também largou com o pé direito.

Domínio e muita posse de bola

Os primeiros 45 minutos do Vasco sob o comando de Fábio Carille entregaram exatamente o que o treinador havia prometido: muita posse de bola, movimentação, tentativas de triangulação e troca de passes. O quinteto formado por Tchê Tchê, Jair, Paulinho, Coutinho e Alex Teixeira colocou o meio de campo do Madureira na roda na Arena da Amazônia e conduziu a atuação superior da equipe no primeiro tempo.

O Madureira demorou muito para começar a ter a bola. Nos primeiros minutos, o Vasco chegou a bater mais de 80% de posse. Depois caiu para cerca de 70% e, no fim, foi para o intervalo com 64% contra 36%. Mas ainda faltam solução no momento em que a equipe está no último terço. Em grande parte dos lances, o time acabou buscando os lados (seja com Piton, Tchê Tchê, Paulinho, Alex Teixeira…) e tentou o cruzamento. Vegetti foi muito pouco acionado e mal tocou na bola.

Lucas Piton perdeu grande chance logo aos cinco minutos, numa bola mal afastada pela defesa do Madureira – faltou intimidade com o pé direito. Alex Teixeira também teve boa chance, após a jogada rápida entre Tchê Tchê e Piton pela esquerda. Mas o gol só saiu depois de uma bobeira enorme da defesa adversária, que saiu jogando errado e entregou de graça para Tchê Tchê. Paulinho abriu o placar em Manaus.

O lado bom é que a defesa sofreu pouquíssimo. O Madureira incomodou com investidas de Wallace pelo lado esquerdo (méritos de Paulo Henrique e João Victor, que fecharam o setor) e um chute de Marcelo de longa distância. E só.

No segundo tempo, o Vasco cansou rápido e não conseguiu repetir o ímpeto. Como Tchê Tchê e Paulinho sentiram bastante a falta de ritmo, o Madureira passou a ganhar campo – Paulinho saiu aos 19 minutos para a entrada, mas o camisa 3 ficou até quase o fim da partida.

A primeira grande chance saiu só aos 17, com Coutinho arrancando na entrada da área e dando um passe sentado para Vegetti, que demorou a finalizar e perdeu o gol. No mais, o Vasco trocava passes sem muita efetividade e dava espaço para os contra-ataques do Madureira, em especial com Wallace incomodando o lado direito da defesa vascaína. Mas Léo Jardim trabalhou pouco: a defesa mais relevante foi em chute cruzado de Renato Henrique.

Payet entrou no lugar de Coutinho e teve boa atuação em Manaus, mesmo com o pouco tempo em campo. Participou da criação de ao menos três lances perigosos. Em um deles, entregou na boa para Maxime Domínguez, mas o suíço finalizou fraco e torto para o gol. Puma, por sua vez, aproveitou melhor os minutos escassos: foi dele o cruzamento na medida para Vegetti marcar de cabeça no último lance da partida e assegurar a primeira vitória do Vasco no Carioca 2025.

Fonte: Globo Esporte

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