Vasco com 3 zagueiros é opção viável, mas não pode ter Henrique como ala

Miranda, Graça e Castan juntos, como trio de zaga, faria o Vasco da Gama precisar atuar com alas ofensivos, e Henrique não seria esse jogador.

Raphael Fernandes
Por Raphael Fernandes
-  6 de outubro de 2020 às 00:12-  Atualizada em 16 de novembro de 2020 às 10:43
Henrique em campo contra o Santos
Henrique em campo contra o Santos (Foto: Richard Callis)
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O Vasco da Gama que entrou em campo e foi goleado por 4×1 pelo Atlético-MG no último domingo (04), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve, pela primeira vez, seu setor defensivo formado por Miranda, Ricardo Graça, Leandro Castan e Henrique.

Embora os três primeiros sejam zagueiros de ofício, Miranda atuou improvisado como lateral-direito, com o Vasco escalado no 4-3-3.

Já Henrique, que atua pelos profissionais do Gigante da Colina desde 2013, apesar de ser originalmente lateral-esquerdo, viveu seus melhores momentos no Cruzmaltino escalado pelo técnico Ramon Menezes como um ”falso” zagueiro pela esquerda, recentemente.

Pois bem, embora contra o Galo não tenha dado certo, vide o placar, a ideia de utilizar Miranda, Graça e Castan juntos é válida, pois são jogadores de qualidade, com bom potencial defensivo. Acontece que, na opinião deste que vos escreve, eles devem jogar como trio de zaga, mesmo, e não como uma linha de quatro como foi na derrota para os atleticanos.

Jogando com três zagueiros, o Vasco teria o apoio de alas no setor de ataque. Na direita, infelizmente Yago Pikachu não vive boa fase, mas é um jogador com características para desempenhar essa função. Caso ele não consiga recuperar o futebol de outrora, Cayo Tenório, também ofensivo, poderia ser testado. Ou até mesmo Antonio Valencia, fortemente especulado no Gigante e que está em negociações com o Clube.

.Já na esquerda é onde está o problema. ”Queridinho” de Ramon, Henrique deixa muito a desejar no apoio. Ele não é um jogador de drible, de velocidade, habilidade ou de cruzamentos precisos. Até por isso se ”encontrou” atuando mais recuado, praticamente sem subir ao ataque.

Com isso, é impensável ver o Vasco no 3-5-2 ou 3-4-3 com Henrique ocupando a ala-esquerda. Simplesmente, não dá. No atual elenco, as opções imediatas seriam Neto Borges, que deixou boa impressão nas vezes em que foi escalado, e Riquelme, cria das categorias de base do Clube e tido como uma grande promessa cruzmaltina (inclusive sendo chamado para integrar os treinos da seleção brasileira na Granja Comary).

Ambos são ofensivos e, de maneira oposta a Henrique, têm no drible e habilidade seus principais atributos. Num primeiro momento, Neto Borges leva vantagem, pelo fato de ser mais experiente e já ter sido aproveitado por Ramon Menezes, enquanto Riquelme sequer estreou pelos profissionais.

Fernando Miguel; Miranda, Leandro Castan e Ricardo Graça; Yago Pikachu (Cayo Tenório), Andrey, Juninho, Martín Benítez e Neto Borges (Riquelme); Vinícius (Talles Magno) e Germán Cano. Essa possível escalação seria uma alternativa interessante a ser, no mínimo, testada. Alô, Ramon!

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