Vasco avança por São Januário contra o Boca e aguarda liberação da PM
A corporação não se posicionou sobre o planejamento apresentado pelo Vasco da Gama para mandar o jogo contra o Boca, em São Januário.

O Vasco avançou nas tratativas para tentar disputar em São Januário o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Dirigentes do Clube se reuniram nesta quarta-feira (30) no Centro de Operações e Resiliência (COR), da Prefeitura do Rio, e receberam uma sinalização positiva de representantes de diferentes órgãos municipais.
Participaram do encontro o COR, a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), entre outras autoridades. Na reunião, o Vasco apresentou o plano operacional elaborado para a partida e ouviu dos órgãos envolvidos que existe abertura para eventuais adaptações na proposta.
Apesar do avanço, o Clube ainda precisa do aval da Polícia Militar. A corporação não se posicionou oficialmente sobre o planejamento apresentado pelo Vasco. Caso a PM não aceite o plano, o Cruzmaltino não terá a aprovação dos órgãos de segurança necessária para realizar o confronto em São Januário.
A diretoria vascaína, no entanto, trabalha com a expectativa de que o Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) possa colaborar com a operação. O órgão já se manifestou anteriormente de forma contrária à realização de clássicos em São Januário.
A estratégia do Vasco é conseguir primeiro a aprovação das autoridades de segurança para, com os documentos em mãos, procurar a Conmebol. O clube entende que um parecer favorável das forças responsáveis pela operação será um argumento importante na tentativa de convencer a entidade a abrir uma exceção ao regulamento da competição.
Pelas regras da Sul-Americana, o estádio precisa ter capacidade mínima de 30 mil espectadores para receber uma semifinal. São Januário não atende atualmente a esse requisito.
O Vasco também conta com o apoio da CBF e da Ferj nas tratativas com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. O dirigente ainda estaria incomodado com o fato de o clube ter utilizado uma maioria de reservas ao longo da competição.
Do outro lado, o Boca Juniors não se opõe à possibilidade de jogar em São Januário. A condição defendida pelo clube argentino é receber uma carga de ingressos superior à prevista atualmente para o setor destinado aos visitantes no estádio.
Maracanã fica em segundo plano
Enquanto tenta viabilizar São Januário, o Vasco mantém o Maracanã como alternativa. O consórcio responsável pelo estádio rejeitou o pedido formal de utilização, e o clube avalia até mesmo recorrer à Justiça para tentar obter a liberação.
A diretoria, porém, pretende aguardar a evolução das tratativas com São Januário antes de definir os próximos passos. A ideia é colocar todas as possibilidades na mesa e, somente depois, escolher o caminho a seguir para definir o palco da partida.
Nas redes sociais, torcedores do Vasco também passaram a citar o caso do Independiente del Valle, que recebeu o Atlético-MG no estádio Banco Guayaquil, com capacidade para cerca de 12 mil pessoas, na semifinal da Sul-Americana de 2025.
A Conmebol autorizou aquela partida de forma excepcional levando em consideração o tamanho reduzido da torcida do clube equatoriano. A situação, porém, é considerada diferente no caso do Vasco, que possui uma torcida de alcance nacional e costuma atrair um público significativamente maior.