Vasco apresenta pontos positivos contra o Madureira, mas não evita erros recorrentes

O Vasco da Gama se adaptou ao novo esquema utilizado contra o Madureira e os novos jogadores, que ganharam oportunidade se destacaram.

Getúlio comemorando gol com os colegas
Getúlio comemorando gol com os colegas (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Sem Nenê, com Raniel no banco e com uma nova formação tática (3-5-2), era de se esperar um Vasco com mais dificuldades neste domingo, contra o Madureira. Não foi o que aconteceu. Bem organizado, o time se adaptou rapidamente ao novo esquema, controlou o jogo e venceu por 3 a 1, em Conselheiro Galvão, liderado pelo jovem Gabriel Pec, autor de um golaço.

O Campeonato Carioca costuma enganar pela fragilidade dos adversários, mas não há como negar que o início de temporada é animador. O Vasco é uma equipe em formação, mas que começa a apresentar um padrão, vem ganhando alternativas e, principalmente, jogos, algo que o torcedor estava desacostumado nos últimos meses. Com três vitórias e um empate, o time lidera a Taça Guanabara.

O Vasco também provou que não depende exclusivamente de Nenê. Peça fundamental desde que retornou ao clube, em setembro passado, o camisa 10 foi preservado neste domingo, mas a equipe se portou bem sem seu principal jogador. Gabriel Pec, Getúlio, Bruno Nazário, entre outros, deram conta do recado.

Do jogo em Madureira, é possível tirar muitos pontos positivos coletivamente e individualmente, novas variações, mas alguns problemas recorrentes voltaram a acontecer. Apesar do bom desempenho do trio de defesa, o Vasco foi vazado pelo quarto jogo seguido no Carioca. E mais uma vez o rendimento caiu muito após as substituições de Zé Ricardo.

Por que isso acontece? Difícil precisar. Talvez porque o elenco seja curto e os substitutos não consigam manter o nível. Ou talvez porque seja início de temporada, e a equipe não consiga manter a mesma pegada durante 90 minutos. Provavelmente um pouco das duas coisas. Fato é que o rendimento na parte final das partidas tem caído jogo após jogo e é algo que preocupa.

Três zagueiros e golaço de Pec

Sem Raniel entre os titulares, além dos desfalque de Nenê e Yuri Lara, Zé Ricardo mudou o esquema. O técnico promoveu a estreia de Luis Cangá, mas manteve Ulisses e Anderson Conceição. O time, portanto, entrou em campo com três zagueiros, com os laterais mais soltos, como alas, e Bruno Nazário com liberdade atrás dos atacantes, fazendo a função de Nenê.

– Em relação aos três zagueiros, uma opção minha para essa partida também, mas a ideia é ter variações na maneira de jogar, e ser menos previsível para os adversários. Eu entendia que esse seria um bom momento para a gente trabalhar os três zagueiros. Talvez não tivesse usado antes, por uma carência na posição. Então resolvemos apostar na linha de quatro, também com a intenção de começar o campeonato pontuando, não só pensando no quadrangular final, mas também para dar confiança à equipe – revelou Zé Ricardo, após a partida.

Organizado coletivamente, peças funcionam

É claro que o golaço de fora da área de Gabriel Pec, no início do jogo, facilitou as coisas. O Madureira foi obrigado a tomar a iniciativa – teve 64% de posse de bola no primeiro tempo – e deixou o jogo à feição do Vasco. Bem postado defensivamente, com três zagueiros, a equipe sofreu pouco – salve um chute no travessão – e controlou a partida na primeira etapa.

O trio de zaga funcionou. Ulisses está confiante e cresce a cada jogo, e Anderson Conceição foi impecável e ganhou quase todas. Sua única falha resultou no gol do Madureira, no segundo tempo, após uma indecisão com Edimar. O zagueiro, no entanto, tem crédito. O estreante Luis Cangá também deixou boa impressão. Centralizado, ficou na sobra e não precisou correr com os atacantes. Levou a melhor na maioria das disputas, além de ser muito comunicativo e orientar bastante os companheiros de defesa.

Foi um Vasco equilibrado. As coisas funcionaram bem na frente e atrás. Só o golaço de Pec já lhe renderia elogios. Mas o camisa 11 fez muito mais. Incansável, ele marcou, correu, lançou e iniciou a jogada do segundo gol de Getúlio. Foi o melhor em campo. Além dele, na frente, Bruno Nazário teve mais liberdade, não ficou preso na ponta e foi bem. Teve sua melhor atuação desde que chegou, mas cansou no segundo tempo. Outro que deixou boa impressão foi Getúlio. Brigador, guardou dois e provou que será útil ao longo da temporada.

Foram dele os outros dois gols da vitória. Ambos com carimbo de centroavante. No primeiro, aproveitou o rebote de cabeçada de Anderson Conceição. No segundo, na etapa final, cabeceou com estilo após belo cruzamento de Edimar.

Com 3 a 0 no placar, Zé Ricardo mexeu bastante. Raniel, Galarza, Laranjeira e Léo Matos entraram. O Vasco diminuiu o ritmo, embora tenha desperdiçado grande chance de aumentar com Raniel. O Madureira ainda consegui descontar Pipico, após uma indefinição entre Anderson Conceição e Edimar, mas nada que tirasse o brilho da boa vitória vascaína neste domingo.

Fonte: Globo Esporte

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