Vascaíno do Acre se emociona ao visitar São Januário pela 1ª vez

O vascaíno Eric Araújo, do Acre, não escondeu a emoção ao contar como foi a experiência de ver São Januário pela 1ª vez.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  25 de novembro de 2020 às 16:54-  Atualizada em 25 de novembro de 2020 às 16:54
Eric Araújo em São Januário
Eric Araújo em São Januário (Foto: Bruna Teixeira/Vasco)
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O tão esperado Tour pela Colina está liberado novamente, porém respeitando as normas para prevenção do vírus que o mundo enfrenta. Após a liberação, na última terça-feira (24/11), um vascaíno do Norte do Brasil se emocionou ao visitar a casa de todo torcedor do Vasco pela primeira vez. O jovem veio do Acre e parou no Rio de Janeiro para fazer escala por algumas horas. Ele não pensou duas vezes e aproveitou o pouco tempo que tinha na cidade para conhecer o Caldeirão repleto de grandes histórias. Eric Araújo conta sobre como foi o momento:

– A sensação de estar em São Januário é extraordinária. É indescritível a atmosfera que o templo sagrado erguido em 1927 pode trazer. Infelizmente ainda não senti essa emoção com torcida, mas é um plano futuro que eu vou realizar. De qualquer forma superou todas as minhas expectativas, tendo em vista o fato de que a primeira vez em São Januário é sempre inesquecível. Ficou mais especial ainda por todo cenário que eu vivi para estar aqui.

Como foi citado anteriormente, Eric estava apenas passando pela cidade quando resolveu sair do aeroporto para realizar esse grande sonho. O torcedor vascaíno relatou como tomou essa decisão:

– Tive uma conexão no Rio de Janeiro, nunca tinha passado por aqui, e decidi aproveitar o tempo livre para conhecer São Januário. O que eu acreditei que seriam apenas algumas fotos na fachada, se tornou a realização de um sonho. Sem dúvida alguma foi a a melhor sensação e experiência que eu tive em 2020.

Vale lembrar que todo local de São Januário carrega uma história ímpar, por isso foi perguntado para o torcedor qual foi a parte mais emocionante do estádio para ele. Eric rapidamente disse:

– A parte que eu mais gostei de conhecer foi o interior do estádio. Para quem mora fora do Rio de Janeiro e vê o caldeirão pela televisão, a primeira vez que você entra em São Januário não tem preço. Fiquei extremamente arrepiado de emoção. Mesmo que não houvesse torcida presente, um clima festivo e as outras situações quando estava aberto ao público, São Januário é São Januário. O Caldeirão consegue transmitir toda sua energia em qualquer situação.

Um torcedor tão apaixonado pelo Vasco da Gama, morando tão longe da cidade que o Club se localiza, desperta no mínimo curiosidade para saber o que representa torcer de forma tão distante. Pensando nessa ligação forte que o Eric tem com o Gigante da Colina foi perguntado para o vascaíno como iniciou a relação dele com o Vasco e como ele faz para se sentir perto do Almirante:

– Eu comecei torcer pelo Vasco por causa do meu pai, quando eu tinha cinco anos, ele fez um aniversário temático do Vasco da Gama para mim. Dali em diante eu me identifico como vascaíno. Foi com o meu pai que eu aprendi a torcer para o Gigante da Colina e amá-lo incondicionalmente. Sobre ser torcedor Off Rio, assim como a grande maioria, seguimos engajando as mídias sociais do Vasco. Além disso, acompanho os jogos pela televisão e tento ver todas as notícias do Club pela internet como forma de me sentir mais perto do meu time.

Eric já assistiu presencialmente o Vasco da Gama entrando em campo, o vascaíno relembrou como foi aquele momento tão marcante na vida dele:

– Foi Vasco e Nacional do Amazonas, em 2013. O jogo ia ser no meio da semana e o meu pai tinha visto no final de semana que o jogo seria em Manaus. Na segunda-feira ele falou brincando para minha mãe que iria ver o jogo do Vasco. Ela respondeu logo em seguida que ele poderia ir. Ele levou a sério e conseguiu contatar um amigo em Manaus e garantiu o nosso ingresso. Pagamos quase duzentos reais em cada um, porque os ingressos esgotaram rapidamente. Passamos uma noite no aeroporto e chegamos no dia do jogo. Chegamos ao hotel por volta de meio-dia e fomos ao estádio. Quando chegamos tinha uma fila enorme e o estádio estava lotado. Muita gente ficou sem conseguir entrar, porém acompanhando do lado de fora. Nós ficamos umas cinco horas em pé e sem espaço, porque a torcida em Manaus é muito apaixonada e abraçou o Vasco.

O Gigante da Colina também já jogou na cidade do Eric, no Acre. Foi o segundo jogo que o jovem torcedor pode acompanhar. Ele quis enfatizar esse momento compartilhando com a torcida vascaína como foi receber o Vasco na cidade dele:

– Vasco e Rio Branco jogaram aqui na nossa cidade. Eu fui para o aeroporto com o meu pai e vários integrantes da torcida organizada também estavam lá recebendo o time. Por meio de amigos nós ficamos sabendo o hotel que os jogadores estavam. O local era perto da minha escola, porque eu estudo na região central da cidade. Eu tinha aula pela manha e nesse mesmo dia, que era uma quinta-feira, eu precisava retornar na parte da tarde para educação física. Liguei para o meu pai e falei que ia até o encontro do Vasco e ficaria até o horário do jogo. Fiquei umas seis horas em pé na frente do hotel esperando os jogadores. O meu pai liberou eu ficar lá e levou dinheiro para eu poder comer. Levei a camisa do Vasco na mochila, porque já fui preparado para escola sabendo que iria para o hotel. No final eu consegui autógrafos e fotos dos jogadores, como o Bernardo, Marrony, Éder Luís, Martín Silva, Guiñazu etc.

Eric coleciona emoções com o Vasco, mesmo com a distância entre o Acre e o Rio de Janeiro. O amor dele é sem limites e mais uma prova de fidelidade ao Gigante da Colina foi o desejo de ajudar a instituição virando sócio e chamando o pai dele para aderir ao chamado do Vasco também. O grande vascaíno explica como foi o processo de virar sócio:

– Na época da associação em massa eu vi a campanha pela internet. O Vasco estava com cerca de trinta mil sócios-torcedores. Eu vi que o número não parava de aumentar e vários youtubers vascaínos estavam colaborando com a campanha. Fiquei empolgado em poder fazer parte da história do clube. Falei com o meu pai que nós precisávamos virar sócios e ele concordou comigo. Logo depois fizemos o nosso sócio. Foi tudo por amor ao Vasco.

Fonte: Site Oficial do Vasco

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