Transição do Vasco ganha tranquilidade e Jorge Salgado mira posse

A transição do Vasco da Gama ganha mais tranquilidade após STF negar liminar do Solidariedade e partido de Jorge Salgado já visa posse.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  15 de janeiro de 2021 às 07:40-  Atualizada em 15 de janeiro de 2021 às 07:40
Jorge Salgado e equipe de transição

A resposta inicial do Superior Tribunal Federal (STF) — que ontem (14) negou o pedido de liminar do Solidariedade para que Leven Siano tomasse posse — leva, em um primeiro momento, um pouco mais de tranquilidade à transição de diretorias do Vasco. Eleito, Jorge Salgado vem mantendo conversas com Alexandre Campello para que possa assumir o clube já no fim deste mês.

Vale ressaltar, porém, que um grupo de 40 sócios entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular o pleito de 14 de novembro, vencido por Salgado, e impedir a posse, colocando como soluções a extensão do mandato de Campello ou a nomeação de um interventor.

Esta, inclusive, é uma nova etapa que a “Mais Vasco” quer cumprir. Nos bastidores, a chapa já busca conversas para que a posse seja marcada e o trabalho da nova cúpula se inicie de vez. Tal data depende de Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo e correligionário de Leven Siano. Segundo o dirigente afirmou em recente contato com o UOL Esporte, ele se pronunciará até amanhã (16) sobre o assunto.

A passagem de bastão, até aqui, vem ocorrendo bem e de maneira sólida, segundo pessoas ouvidas pelo UOL Esporte. Ontem (14) mesmo, houve uma reunião para tratar dos projetos de ampliação de São Januário e de conclusão do centro de treinamento.

Ainda de acordo com a apuração, Jorge Salgado e integrantes da nova direção se mostram confiantes no futuro do grande imbróglio jurídico que se tornou a escolha do novo presidente do Cruz-Maltino.

No STF, a ação do Solidariedade foi, agora, para o relator Dias Toffoli e não há previsão de quando ele se manifestará, o que, inclusive, deve acontecer apenas após a posse de Salgado. O partido ingressou baseado em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), que consiste em “evitar ou reparar lesão a preceito fundamental decorrente da Constituição, resultante de qualquer ato (ou omissão) do Poder Público”.

A briga judicial que se tornou a eleição do Vasco já se arrasta há meses e ganhou ainda mais força em novembro, após dois pleitos serem realizados, um no dia 7, presencialmente em São Januário, que apontou Leven Siano com mais votos, e outro dia 14, com votos on-line e presenciais no Calabouço, que teve Jorge Salgado como vencedor.

Em 17 de dezembro, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por dois votos a um, negar os recursos de Leven Siano, da chapa “Somamos”, e do presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, e validou a eleição que indicou Salgado como novo presidente.

Fonte: Uol

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