Sem repetir escalação, Pedro Emanuel vê estratégia funcionar no Vasco
Desde a chegada de Pedro Emanuel ao Vasco da Gama, 13 jogadores diferentes já balançaram as redes na temporada.

Desde que chegou ao Vasco, em julho deste ano, Pedro Emanuel implementou uma dinâmica de alternância entre os jogadores do elenco. Embora algumas peças tenham status de titulares, o treinador ainda não repetiu uma escalação inicial nos 20 jogos à frente da equipe.
A estratégia, chamada de “rodízio” pela imprensa — termo do qual Pedro Emanuel já afirmou discordar — tem sido utilizada de acordo com o adversário, as características de cada partida e a condição física dos jogadores. E os números mostram que o Vasco vem colhendo frutos da estratégia.
Desde a chegada do treinador, 13 jogadores diferentes já balançaram as redes. O ataque, que enfrentou dificuldades para marcar durante o primeiro semestre, também viveu uma sequência positiva recentemente: o Vasco marcou nove gols nos últimos três jogos, contra Independiente Santa Fe, Coritiba e Botafogo.
A alternância pode ser observada desde a estreia de Pedro Emanuel, na derrota por 1 a 0 para o Vitória. Em nenhum dos 20 jogos o treinador repetiu os mesmos 11 jogadores.
Mesmo em sequências de partidas com pouco intervalo entre os compromissos, Pedro Emanuel manteve mudanças na equipe. Ao longo do período, nomes como Barros, Jair, Sosa, Tchê Tchê, Thiago Mendes, Ramon Rique, Lescano e Rojas se alternaram no meio-campo. Na defesa, Cuesta e Saldivia travam uma disputa de posição para atuar ao lado de Robert Renan.
No ataque, a variação foi ainda maior. Adson, Andrés Gómez, Nuno, Spinelli, Brenner, David, Colidio, Marino e Bruno Duarte foram utilizados em diferentes formações.
Após o empate com o Santa Fe, no dia 15 de setembro, pela Sul-Americana, Pedro Emanuel explicou a lógica por trás das constantes mudanças na equipe. Na ocasião, o treinador afirmou que não via perspectiva de abandonar a estratégia no curto prazo.
Olhando para isso, não repeti até agora e não me parece que, nos próximos tempos, vá repetir um 11 inicial. A minha avaliação é sempre em função do adversário, das características do adversário e das características que eu preciso dos nossos jogadores para cada jogo, além da disponibilidade física que eles apresentam.
O português também destacou a necessidade de administrar o desgaste dos atletas em uma sequência pesada de jogos.
– Eu sei que tenho jogadores com esta capacidade de gerir bem o jogo. É difícil, eu sei. Temos um elenco de 30 jogadores, mais quatro ou cinco goleiros, e só 11 podem jogar. É difícil, mas eles têm sentido que a oportunidade deles tem chegado e têm que estar preparados.
A ideia do treinador é preservar o elenco sem abrir mão da competitividade. Os números recentes dão respaldo à estratégia do “mister”: além da variedade de jogadores utilizados, o Vasco conseguiu aumentar a produção ofensiva e diminuir o número de gols sofridos, encontrando um equilíbrio nesta reta final de temporada.