Sem entender afastameto, Sandro Silva espera pelo Vasco para definir futuro

A chegada do técnico Joel Santana ao Vasco até animou Sandro Silva mas a chance nunca apareceu.

A derrota por 1 a 0 para Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 13 de novembro de 2013, exatamente há um ano, foi a última vez que o volante Sandro Silva entrou em campo pelo Vasco. Nos quatro jogos restantes pelo torneio, que culminaram no rebaixamento à Série B, ele nem sequer ficou na reserva e começou 2014 afastado do elenco principal – o lateral Nei, o zagueiro Renato Silva e o volante Wendell foram outros atletas preteridos pelo então técnico Adilson Batista. O motivo? Ele jura não que não faz ideia.

“Na verdade eu não sei. Até hoje não sei. No ano passado fui capitão, titular, tive bom desempenho na maioria dos jogos. A gente sabe que passou por certas dificuldades. Quatro treinadores passaram pelo clube, eu joguei com três, só com Adilson que não. Acho que ele já veio para o Vasco com o que queria para 2014 na mente”, disse Sandro Silva ao iG Esporte. “A opção sempre é do técnico, não estou afastado porque quero. Treino separado do time principal todos os dias, nos horários que a diretoria manda, todo domingo recebo minha programação de treino.”

A chegada de Joel Santana ao Vasco até animou Sandro Silva, pois eles trabalharam juntos no Botafogo, mas a chance nunca apareceu, nem uma explicação mais clara sobre o afastamento. “Fiquei muito surpreso por tudo o que aconteceu. Nunca fui um jogador festeiro, que bebe, nunca fui. Tenho uma vida normal, faço as coisas como qualquer ser humano. Nunca fui de chegar atrasado, nunca faltei a treino. É uma situação que não é boa nem para o atleta, nem para o clube, que está pagando um jogador parado, é despesa. Eu fico fora da mídia, parado, não sou valorizado. Não é uma coisa que queria, não estou acomodado. O próximo clube, seja qual for, vou encarar como um grande desafio. Sou jovem ainda e tenho muita lenha para queimar”, desabafou.

Sem jogar, Sandro buscou alternativas para não perder condicionamento físico. Após cumprir sua rotina no Vasco, ele faz treinamento funcional e boxe numa academia na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. “Treino um pouquinho de jiu jitsu também. Comecei a treinar para manter meu físico e distrair a mente, no começo fui aprendendo, hoje eu gosto.” Trocaria o campo pelo ringue? “Nunca! Treino por hobby, para manter meu físico, a gente tem de fazer algo à parte, até porque não estou jogando. Sou profissional do futebol.”

Sandro, de 30 anos e com passagens por Palmeiras, Internacional, Cruzeiro, Botafogo e Málaga (ESP), tem contrato com o Vasco até fevereiro de 2016. Este ano, chegou a ser emprestado ao Boa Esporte mas nem chegou a estrear, voltou para o Rio de Janeiro alegando problemas pessoais. Como o clube carioca acabou de passar por um processo eleitoral, que recolocou Eurico Miranda na presidência, ele aguarda as mudanças da nova administração para saber se terá espaço no elenco em 2015. Caso contrário, fará o possível para mudar de ares.

“Tenho certeza de que muitas coisas serão mudadas para melhor, primeiro porque estamos em ano de eleição. Pretendo até mesmo ver o que vai acontecer depois da eleição. Não posso dizer agora que vou sair porque as pessoas que estão chegando podem precisar de mim. Vou esperar mais alguns dias para ver qual será meu futuro”, explicou o volante. desconfortável com o atual momento.

Sandro Silva

O menino do chapéu

Sandro Silva tem uma jogada marcante: o chapéu. Usou com frequência pelos clubes que defendeu, e de uma forma peculiar, com a bola no chão, usando o pé como um “gancho” para levantá-la, e não aproveitando o quique dela, como é mais comum. Ele conta que o drible o acompanha desde a infância, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu (RJ). “A minha vida toda, desde moleque, na várzea do bairro, eu era conhecido por causa desse drible. “Olha lá o menino do chapéu”, diziam para mim.”

Na Espanha, o “menino do chapéu” teve problemas com a ousadia. “O treinador sempre pedia para pegar a bola e tocar, não queria gracinha. Ah, mas ele precisava ver que futebol não é só isso e não ia abrir mão da minha característica. A primeira bola que veio, tentei dar o chapéu e o nego velho colocou na frente e saiu na cara do gol (risos). Eu ficava agoniado, quando fazia a bola subir ele já olhava para mim e ameaçava me tirar. Tive de parar um pouco, mas depois o treinador foi mandado embora e voltei a dar chapéu de novo”, lembrou.

O Dia

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