Renato Gaúcho rebate críticas e justifica ausência em entrevista
Após classificação do Vasco da Gama aos playoffs da Sul-Americana, Renato Gaúcho rebate críticas e explica ausência em entrevista.

Renato Gaúcho explicou a ausência na entrevista coletiva após a derrota para o Bragantino, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o treinador não compareceu à sala de imprensa, e Thiago Mendes e Admar Lopes falaram com os jornalistas.
– Eu estava vindo para a entrevista para falar com vocês, mesmo com a garganta bastante ruim, principalmente depois da derrota. Eu nunca vou fugir. Os jogadores não deixaram eu vir. Eles falaram isso para vocês. Eu queria participar, mas eles não permitiram de maneira alguma. Por outro lado, fiquei feliz, porque, quando perde, perde todo mundo, e quando ganha, ganha todo mundo. Conheço bem esse grupo e cobro bastante deles.
Nesta noite, o comandante do Gigante da Colina também rebateu as críticas de que teria sido covarde. Além disso, revelou que faz tratamento por causa de um problema na garganta. Segundo Renato, isso também explica sua ausência em alguns momentos à beira do campo.
– Uma coisa que nunca fui e nunca vou ser é covarde. Muito pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Pode ter certeza de que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações — afirmou Renato.
Ao ser questionado sobre a permanência no Vasco, o treinador respondeu de forma irreverente:
– Aumentou meu tesão. Boa noite.
Renato explica prioridade ao Brasileiro
Durante a coletiva, Renato Gaúcho também comentou a decisão de priorizar o Campeonato Brasileiro. Segundo o treinador, o elenco do Vasco é reduzido, o que dificulta utilizar força máxima nas três competições.
– Nosso grupo é reduzido. Temos praticamente 24 jogadores, sendo três da base. Estamos disputando três competições. Dou o exemplo de outros grandes clubes que também poupam atletas, mesmo tendo dois ou três times — destacou.
Além disso, o técnico do Cruzmaltino afirmou que as decisões não são tomadas de maneira individual. De acordo com Renato, existe diálogo constante com pessoas do clube antes de definir a melhor estratégia.
– Eu não decido sozinho no clube. Converso com outras pessoas, e elas me ajudam. É muito fácil o treinador chegar aqui e agir como coronel. Não sou assim. Gosto do diálogo e peço opinião.
Agora, o Vasco volta a campo neste domingo (31), às 16h, em São Januário, para enfrentar o Atlético-MG pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.