Renato Gaúcho analisa vitória do Vasco contra o Fluminense; veja a entrevista

Renato Gaúcho analisou o desempenho da equipe diante do Fluminense e destacou a mudança da postura no 2º tempo.

Renato Gaúcho em Vasco x Fluminense
Renato Gaúcho em Vasco x Fluminense (Foto: André Durão)

Sete pontos em nove disputados. O início animador de Renato Gaúcho no Vasco ganhou mais um capítulo com uma grande virada no clássico contra o Fluminense, na noite desta quarta-feira, no Maracanã e venceu por 3 a 2. A equipe tricolor chegou a abrir 2 a 0, mas as mudanças de Renato fizeram o time vascaíno crescer para chegar à vitória com gols de Spinelli, Nuno e Thiago Mendes.

Depois do jogo, o treinador concedeu entrevista coletiva no estádio e exaltou o papel da equipe e a mudança da postura no segundo tempo, mesmo após ter sofrido um gol cedo.

– No primeiro tempo, a gente não foi muito bem porque tomamos o gol com menos de um minuto. Isso prejudicou a nossa equipe, alguns jogadores sentiram, é algo normal no futebol. E o Fluminense aproveitou, começou a ganhar espaço. Nosso time ficou muito espaçado, e eles criaram algumas situações de gol – afirmou Renato, que completou:

– Depois do intervalo, não que faltou espírito no primeiro tempo, mas o time ficou mais junto, com mais confiança para jogar, começou a criar. É difícil virar um jogo desse, não é qualquer equipe, não. O Fluminense vai brigar lá em cima da tabela. Foi bastante emocionante, justamente por isso. Dar os parabéns para o torcedor que veio, incentivou, gritou. E o que podíamos fazer era dar essa vitória. Sabíamos que ia ser difícil, como foi, e da maneira que aconteceu. O grupo está de parabéns, essa noite pelo menos. E, depois, pensar no Grêmio – afirmou Renato.

Renato ainda não perdeu no comando do Vasco, com duas vitórias e um empate. E, curiosamente, todos os resultados tiveram viradas vascaínas no jogo. Além do jogo desta quarta-feira, o time conseguiu reverter o placar e vencer o Palmeiras, em São Januário. Contra o Cruzeiro, a equipe saiu atrás, mas chegou a marcar dois gols. No fim, as equipes

– Os méritos são do grupo. Nós disputamos três jogos. Nove pontos, nós ganhamos sete. Infelizmente, antes, não estou falando mal de ninguém, não, pelo contrário, mas dos quatro jogos, o Vasco ganhou um (ponto). Se tivesse ganho mais dois pontos, hoje estaríamos entre os cinco, seis primeiros colocados. Mas é continuar assim. Falei para eles: a gente precisa ir embora. Buscar os que estão lá na frente.

“O mais importante de tudo foi que o grupo deu uma volta por cima maravilhosa. Vencemos um grande adversário que conheço bem”, disse Renato.

Com o resultado, o Vasco chegou a oito pontos e subiu para a décima posição. Mas pode ser ultrapassado a depender de resultados jogos jogos de quinta.

Outros pontos da coletiva

Substituição de Hugo Moura passa pelas vaias?

— O Hugo foi parecido com a situação do Piton. No momento que voltasse para o segundo tempo poderia ser vaiado e de repente prejudicar os companheiros. Da mesma forma que poupei o Piton diante do Palmeiras, aconteceu com ele. Mas preciso deles todos.

Buscou mudar a formação do Vasco ou foi ausência de um primeiro volante?

— Não foi por falta de outro volante. Foi porque estávamos perdendo o jogo. Coloquei a equipe um pouco mais para frente. Deu certo, começamos a criar, fizemos os três gols. A equipe entrou com um espírito ainda maior, como aconteceu no segundo tempo contra o Palmeiras, o Cruzeiro. No vestiário dei os parabéns para eles e falei: “vou ligar para a Fifa e pedir para jogar só 45 minutos. Só querem jogar 45 minutos… mas tem muito a ver também porque em um clássico entra e leva o gol com menos de um minuto, dificulta o trabalho.

Má fase de Paulo Henrique

— Um dos primeiros que eu falei quando cheguei foi o PH. Eu falei: “cadê aquele jogador que chegou à seleção brasileira? Você desaprendeu? Você não desaprendeu, estou te dando confiança. Quero que você jogue, nos ajude. Você não chegou à toa na seleção. O ano passado você fez um ano maravilhoso, então, você não esqueceu como jogar. Mas eu tenho quatro bons laterais. Tenho PH e Puma na direita, e Cuiabano e Piton na esquerda. Eu preciso deles todos, nem sempre vão conseguir jogar todos os jogos. Daqui a pouco, eu faço a dobra, como fiz lá contra o Cruzeiro. Eles têm que estar bem. Tem espaço para todo mundo. Quem não começa pode jogar. O meu elenco é até reduzido, e eu preciso de todos. Sempre falo para eles: “fiquem ligados porque, a qualquer momento, vocês podem jogar. O importante é estarem preparados”. Mas todos que têm entrado estão dando conta do recado.

Qual a importância de vencer

— Não queremos ficar sofrendo, queremos sempre sair na frente e não sofrer tanto. Nem sempre vamos conseguir virar os jogos. Foram três adversários, fizemos sete pontos. Agora tem o Grêmio. Os quatro jogos que estou à frente do Vasco são dificílimos. Mesmo assim estamos caminhando bem.

Sabor especial por vencer o ex clube

— Lei do ex, não. Eu sempre fui bem tratado no Fluminense. Tenho um carinho muito grande por todos eles, a torcida, o presidente, Mário, me dou super bem com ele, toda diretoria, comissão. Sou um profissional. Da mesma forma que fui bem tratado no Fluminense estou no Vasco. Importante é ter consciência que fiz um belo trabalho lá, como estou fazendo no Vasco. Sou pago para isso, para dar resultado. Nem sempre conseguimos. Até porque a primeira cabeça a rolar é sempre a do técnico. Mas acho que o importante é que estamos fazendo um bom trabalho. A partir de amanhã começar a pensar no Grêmio para buscar um resultado positivo e começar a nos juntar no pessoal lá da frente e esquecer os de trás.

União com torcida

— Depois do jogo, eu falei para eles que essa toda torcida que esteve no Maracanã, bem maior do que a do Fluminense, é graças a eles, pelo que fizeram nesses dois jogos. Disse que, domingo, não vai ter lugar para mosquito em São Januário, a torcida vai estar lá para apoiá-los. O torcedor está empolgado graças a eles. É continuar nesta entrega dentro do campo. Depois, vai ter a Data Fifa, que vai ser importante para treinar umas coisas a mais. Mas até domingo é recuperar os jogadores, será mais uma partida difícil. Eu não preciso nem convocar, mas já convocando nosso torcedor a aparecer em São Januário, que, dentro de campo, o torcedor pode ficar tranquilo que vai ver a entrega, como tem visto no time. E acreditar o tempo todo. Mesmo quando as coisas não dão certo, como deu hoje, o torcedor está lá incentivando. O que o torcedor quer, a gente quer também: a vitória. Eles ficam impaciente quando o resultado não está acontecendo, mas eles têm que a acostumar a incentivar, independentemente o que está acontecendo dentro do campo. Ali, é problema meu, vou cobrar o time. Depois do jogo, se tiver que vaiar, tem todo o direito, pagou ingresso. Mas durante a partida tem jogador que sente a pressão, a vaia. Aí, daqui a pouco, ele pode falhar e todo mundo perder. Mas, nesse ponto, não posso me queixar dentro do Vasco. Eles vêm incentivando, e o grupo dando a conta do recado. Só ver os três adversários que a gente enfrentou. Palmeiras, que deve estar liderando, vai brigar pelo título, com certeza; o próprio Cruzeiro, que não vai brigar lá embaixo, daqui a pouco vai embora também; e o Fluminense estava em terceiro. Temos muito problemas para resolver, mas ganhamos sete pontos de nove. E, só Deus sabe como não conseguimos os três pontos contra o Cruzeiro.

Importância de ter um bom resultado domingo

— Sempre importante somar pontos no Brasileiro, principalmente na situação que a gente vinha. Mais uma partida difícil, conheço bem o grupo do Grêmio. Me sinto lisonjeado por ser um dos grandes ídolos da história do clube. Fiz história como jogador e treinador. Estou do outro lado hoje. Sou um profissional, todo mundo sabe o carinho que tenho pelo Grêmio. Tenho certeza que o torcedor entende. Mas hoje sou profissional, estou no Vasco, sou pago pelo Vasco e no domingo vamos querer ganhar para subir na tabela.

Assista à entrevista

Entrevista coletiva de Renato Gaúcho (Fonte: Vasco TV)

Fonte: Globo Esporte

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