Quarteto ofensivo de Diniz não funciona e Vasco sofre na estreia do Brasileiro
Técnico do Vasco da Gama, Diniz optou por testar uma formação diferente daquela que iniciou a temporada no Campeonato Carioca.

Carrasco do Vasco em 2025, um Mirassol que segue muito forte, principalmente jogando em casa, completou a “trinca” sobre um cruz-maltino que parece às voltas com os mesmos problemas de 2025. Foi o que mostrou a vitória dos paulistas por 2 a 1, na quinta-feira, no Maião, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, marcada por erros técnicos e muitos espaços cedidos pelo cruz-maltino.
Como nas duas vitórias do Mirassol no confronto na temporada passada, o duelo foi movimentado, de claro choque de ideias de jogo e com alternâncias de domínio. Ainda sem Brenner e Marino Hinestroza, o técnico Fernando Diniz surpreendeu e escalou o cruz-maltino numa proposta inédita em 2026, sem centroavante: GB começou no banco e Rojas entrou para formar um quarteto ofensivo com Coutinho, Andrés Gómez e Nuno Moreira.
Naturalmente, o time levou algum tempo até se acostumar à nova ideia em campo. Os primeiros 15 minutos foram de bom toque de bola e movimentação no setor ofensivo, mas marcados por hesitação no último passe, sem a referência na área. Rojas, em sua segunda partida como titular, voltou a mostrar personalidade.
Coutinho dá susto
O Mirassol versão 2026 voltou a mostrar por que é uma equipe perigosa assim que entrou no jogo. Não perdoou os erros técnicos do Vasco e acelerava a saída de bola para explorar as costas da defesa cruz-maltina, dois pontos fracos já extensamente conhecidos por rivais.
Ironicamente, o Vasco abriria o placar em uma jogada aérea. Que nasceu de um bom cruzamento de Puma Rodríguez, quase na linha de fundo. Do alto de seus 1,72m, o camisa 10 subiu tal qual um centroavante e cabeceou no ângulo do goleiro Walter. Gol que ficou marcado pelo susto do choque de cabeça entre Coutinho e João Victor.
O gol não desanimou o Mirassol, que seguiu em cima e foi premiado com a primeira bobeada da defesa vascaína na noite: o desvio de Cuesta para o próprio gol após cabeçada de Renato Marques para o meio da área.
Os comandados de Rafael Guanaes seguiram melhores em um segundo tempo um pouco menos movimentado. Encaixaram a marcação e dificultaram muito a saída de bola do Vasco. A pressão alta deu certo e culminou na virada após mais um erro capital do cruz-maltino. Desta vez com Piton, que se atrapalhou na saída de bola e viu trama com Alesson terminar em bonito gol de Eduardo.
A virada deixou o Vasco abatido. Mais inteiro fisicamente, o Mirassol diminuía o ritmo do jogo com faltas e imponência física. De boas notícias para o cruz-maltino, que parece ter iniciado o Brasileirão de 2026 em continuação da reta final do de 2025, ficaram as entradas dos jovens Andrey Fernandes e João Vitor, que levaram perigo no fim.
O Vasco volta a campo na segunda-feira, em confronto com o Madureira pelo Campeonato Carioca. Já o Mirassol enfrenta o Novorizontino no domingo, pelo Paulistão.
Fonte: O Globo