PH comenta volta por cima e revela o que espera do Vasco após a Data Fifa
Paulo Henrique detalha os treinos do Vasco durante a Data Fifa e revela o que espera equipe na volta dos jogos.

O Vasco volta aos gramados nesta quarta-feira após 18 dias desde o último compromisso. A equipe comandada por Pedro Emanuel, que vivia bom momento antes da parada para a Data Fifa, enfrenta o Botafogo no Estádio Nilton Santos pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Foram duas vitórias seguidas no Brasileiro, além das classificações para as semifinais da Copa do Brasil e Sul-Americana antes da parada. Como a pausa é vista pelo elenco nesse contexto?
– Claro que a gente queria que o bom momento continuasse pelas atuações da equipe. Uma pausa pode sim ser prejudicial, mas ela foi importante porque em momento nenhum tivemos um momento para trabalhar e entender o que Mister (Pedro Emanuel) quer de forma específica para a nossa equipe. Estamos tirando muito proveito dessa Data Fifa para trabalhar, condicionar físico e trabalhar fisicamente. Está sendo muito bom – analisou Paulo Henrique em entrevista exclusiva ao ge.
Esse período sem jogos foi a primeira oportunidade que Pedro Emanuel teve, de fato, para criar um vínculo de treinamentos com a equipe. O português chegou logo após o final da Copa do Mundo e ainda não tinha convivido com uma semana livre. Mesmo assim, o Vasco cresceu de rendimento e saiu da zona de rebaixamento após mais de 10 rodadas.
– Ele tem um entendimento muito claro e grande do futebol. É um cara muito estudioso, está o tempo todo analisando os adversários. Ele tentou nesses poucos momentos que estivemos no campo (antes da Data Fifa) passar conteúdo. Os vídeos são muito importantes também, mas foi mais a conexão que ele teve com o grupo mesmo (para a evolução). O tempo inteiro ele consegue extrair o melhor de cada atleta e no campo ele passa o máximo de informação. Isso faz com que as coisas deem certo – afirmou o lateral.
A melhora da parte ofensiva foi o foco do treinador nesse período de treinamentos. Além das informações, Paulo Henrique destacou o período para evolução física.
– A gente vinha em uma sequência muito forte de viagens e jogos. Por mais que a equipe estivesse desempenhando bastante, todos nós sentimos, mesmo com o rodízio que fez todo mundo ali rodar na equipe. Esse período fez a gente oxigenar bastante. O torcedor pode esperar uma equipe competitiva e organizada como vinha sendo. Procuramos evoluir nos quesitos que precisávamos, sabíamos que tem margem para melhora e estamos nesse período para adquirir margem de informação e melhora física.
Volta por cima
No começo do ano, Paulo Henrique foi cobrado por torcedores na porta de casa. Oito meses depois, o lateral-direito é um dos responsáveis por puxar o tradicional grito de “Casaca” com o elenco e a torcida ao final dos jogos.
– Foi um episódio muito chato, não concordo em momento algum. A cobrança pode existir, mas não na porta da minha casa. Eu poderia estar com minha esposa e meu filho e eles não precisam passar por isso. Temos que ter o mental forte para passar por certas situações. Se é na porta do CT, em outra rua a gente sabe lidar, mas na porta de casa se torna muito complicado, mais pessoal… Mas passou. Entendo que todos os torcedores querem o melhor para o Vasco. Foi um episódio até de má comunicação porque interpretaram uma coisa que era e não era. Passou. A torcida continua nos abraçando porque eles veem que a gente se dedica – afirmou.
– Não dá para definir a torcida por eles, é uma torcida muito grande, são milhões de pessoas. Uns acham que têm que cobrar, outros não. A gente comemora com quem quer o bem do clube. Com quem cobra na hora que tem que ser cobrado, mas comemora e reconhece a entrega de todos os atletas em campo. Estamos fazendo nosso melhor como sempre. Naquela época os resultados não estavam vindo, mas agora estão. Fazemos de tudo pelo Vasco. No fim das contas todos querem a mesma coisa, que é o bem do Vasco – completou.
O lateral-direito teve oportunidade de deixar o clube em julho, quando o PAOK, da Grécia, surgiu com uma proposta. Além do Vasco ter recusado, o próprio jogador também não quis ouvir a investida dos europeus.
– Minha cabeça sempre esteve totalmente aqui. Já recebi algumas propostas e algumas sondagens. Já tive alguns momentos assim, o Vasco foi o clube que me abraçou. Comecei a jogar em 2023, 2024, o Vasco que me ajudou a chegar na Seleção, que realmente me deu essa oportunidade. Eu tenho um carinho e gratidão enorme pelo Vasco. Enquanto estiver aqui, minha cabeça será totalmente focada para ajudar o clube e a viver seus momentos de glória – finalizou.
Fonte: Globo Esporte