Os desafios de Pedro Emanuel no Vasco para conciliar Copa do Brasil e Brasileirão
O técnico Pedro Emanuel tem optado por dosar a carga dos principais jogadores na disputa da Copa do Brasil e Brasileirão.

O Vasco enfrenta o Palmeiras neste domingo, no Nubank Parque, em São Paulo, na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, de olho, primeiramente, em vaga na Libertadores. Mas ainda que o time de Pedro Emanuel garanta presença no torneio mais importante do continente ao final de um confronto de 180 minutos, terá de batalhar no Brasileiro em busca dos pontos que mantenham o time na Série A. Por isso, o treinador tem optado por dosar a carga dos principais jogadores, como fez no clássico com o Flamengo. Escolha infeliz — registre-se.
No confronto com o rival no Nilton Santos, Pedro Emanuel abriu mão de cinco titulares da formação principal: Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Sosa e Bruno Duarte — que entrou aos 15 minutos do segundo tempo. Além deles, não teve Andrés Gómez, vetado, e não utilizou Adson, espécie de 12º titular. Mas hoje, à exceção do ponta colombiano, que está sendo resguardado para a partida contra o Athletico, quarta-feira, na Arena da Baixada, terá todos os seis em campo. Saem Pumita, Gabriel Pereira, Lucas Freitas, Cuiabano, Jair e Marino, que iniciaram o clássico de quinta passada.
Entendo que não deve mesmo ser fácil superar o desafio de fazer os pontos desejados nas três competições em disputa. O Vasco, com seu elenco ainda desequilibrado, fez sete jogos em outubro, e teve 47,6% de aproveitamentos, atuando a cada 3,1 dias. Mas o Palmeiras, entre os semifinalistas do torneio, foi quem teve, em média, o menor intervalo para descanso entre os jogos: 2,8. O Atlético-MG, 3,5; e o Grêmio, 4,4 dias. No pós-Data Fifa de setembro/outubro, os paulistas fizeram sete jogos em 20 dias; o Vasco sete em 22; o Galo seis em 21; e o Grêmio cinco em 22.
Percebe-se claramente que a combinação entre a quantidade e a qualidade do elenco fizeram a diferença. O Palmeiras teve 76,1% de aproveitamento dos 21 pontos disputados; o Atlético-MG fez 54,1% dos 24; o Grêmio, mesmo na luta contra o rebaixamento, conseguiu 53,3% dos 15; e o Vasco registrou 47,6% dos 21. Ou seja: como o time carioca ainda não está livre da queda na Série A, embora esteja em situação controlada, a gestão do elenco é, de fato, agora que merece análise diferenciada. Em tese, Pedro Emanuel fez suas apostas baseado em ponderações particulares.
Só ao final desta semifinal que vale vaga na decisão da Copa do Brasil é que saberemos se as escolhas do treinador na goleada de 4 a 1 sofrida para o maior rival arranharam o cristal que magnetiza a relação com os vascaínos. Por ora, o brilho está apenas embaçado.
Fonte: Blog Futebol, coisa & tal…