Opinião: Juninho não pode ser reserva no Vasco

Pouca utilização de Juninho por parte de Ricardo Sá Pinto é injustificável, tendo em vista a carência criativa do meio de campo cruzmaltino.

Raphael Fernandes
Por Raphael Fernandes
-  9 de dezembro de 2020 às 23:58-  Atualizada em 10 de dezembro de 2020 às 10:23
Juninho durante o jogo contra o Boavista
Juninho durante o jogo contra o Boavista (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
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Em meio ao conturbado momento vivido pelo Vasco da Gama, com turbulência política fora das quatro linhas e péssimo desempenho dentro de campo, uma situação chama a atenção dos torcedores: a pouca utilização do meio-campista Juninho, de 19 anos, uma das principais revelações recentes das categorias de base do Gigante da Colina.

Podendo atuar, preferencialmente, como segundo volante ou terceiro homem do meio de campo, Juninho é um jogador com muitos recursos para o setor. Sabe sair jogando, com boa capacidade de dribles e passes, e, embora não seja um exímio marcador, também não deixa a desejar.

Com o 3-5-2 adotado por Ricardo Sá Pinto, Juninho poderia ser o companheiro ideal de Leo Gil na volância cruzmaltina, ajudando o camisa 7 na marcação e ainda dando auxílio a Martín Benítez na armação das jogadas. O famoso box-to-box, na linguagem moderna do futebol.

É fato que o impasse causado na renovação de contrato do jogador, quando o Vasco ainda era comandado por Ramon Menezes, pesa um pouco para o atual momento de pouca utilização do meio-campista na equipe, mas a maior parcela disso está mesmo na opinião de Sá Pinto sobre seu futebol.

Segundo o português, dito numa entrevista coletiva recente, o jovem ainda tem deficiências a serem corrigidas. Mas seriam elas maiores do que a necessidade de um jogador como ele no meio de campo cruzmaltino? Na atual conjuntura do Gigante da Colina, não dá para abrir mão da qualidade que Juninho tem. Acorda, Sá Pinto!

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