O clima de ‘resto de feira’ que se instalou no Vasco

A apatia apresentada pelo Vasco da Gama em campo é reflexo do que acontece fora dele na conturbada eleição.

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Por Willams Meneses
-  7 de dezembro de 2020 às 10:31-  Atualizada em 7 de dezembro de 2020 às 10:34
Alexandre Campello, presidente do Vasco, durante entrevista coletiva
Alexandre Campello, presidente do Vasco, durante entrevista coletiva (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)
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“Quando não há técnico, tem que sobrar vontade”.

Esta é a frase que mais se houve da massa vascaína de um tempo para cá. A qualidade está em falta há anos, o que explica os resultados negativos ano a ano. Em 2020, o torcedor ainda teve um momento de alegria, logo no início do Campeonato Brasileiro, mas não durou muito.

Muitos fatores podem explicar a campanha ruim do Vasco na competição, com destaque para o elenco. No entanto, nada justifica o que o momento constrangedor que a equipe vem passando, com atuações desastrosas e resultados ainda piores. O Cruzmaltino está afundado em seus próprios problemas.

O que acontece em campo é reflexo do que se vê fora dele. Não se sabe quem será o presidente do Vasco em 2021, mesmo com duas eleições. Leven Siano ou Jorge Salgado? A decisão deve enfim sair no julgamento do dia 17 deste mês, mas por enquanto segue a gestão de Alexandre Campello.

Uma gestão que sabe que está prestes a sair, sendo que ainda não se tem conhecimento de quem será a próxima. Essa situação cerca o cenário do Vasco de indefinição, o que instaura clima de ‘resto de feira’, em que não existe um comando ou motivação para seguir em frente em prol do Clube. Tudo isso se reflete em campo.

Que o mínimo do bom senso vença no sentido de que seja respeitado o resultado do julgamento do dia 17. Sem recurso. O Vasco precisa seguir em frente e isso só será possível com uma definição sobre quem será o seu presidente. A certeza é que, seja quem assumir, precisará agir rápido para evitar o quarto rebaixamento da história do Clube.